
Parque das Sete Fontes integra as "mães de água" (abrigos), sistema que ainda abastece fontes e alguma casas
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Património histórico de Braga terá uma primeira parcela com 43 mil metros quadrados de zona verde e 11 mil de construção de baixa ou média densidade.
Está a arrancar a primeira fase do parque ecomonumental das Sete Fontes, uma mistura entre zona verde, património histórico e construção de baixa ou média densidade. Para tal, vai a discussão, segunda-feira, na reunião da Câmara de Braga, a criação da Unidade de Execução n.º 6 (U), prevista no Plano de Urbanização da zona. Ao todo, o Parque terá 90 hectares de área, com 60 totalmente verdes e sem construções. Nele está incluído o sistema oitocentista de abastecimento de água à cidade, conhecido, precisamente por "Sete Fontes", e que integra as "mães de água" (abrigos onde ela era colhida ou circulava) e as canalizações. O sistema ainda hoje abastece fontes e algumas habitações.
A iniciativa foi apresentada esta quarta-feira no Município, pelo seu presidente, Ricardo Rio, e pelo vereador do pelouro do Planeamento e Ordenamento do Território, João Rodrigues: "Uma promessa que se começa a cumprir e de que os bracarenses podem usufruir já este ano", disse Ricardo Rio.
Esta fase, adiantou o vereador ao JN, corresponde a uma área total de 54215 metros quadrados, dos quais 43282 metros quadrados serão de zona verde e florestal (solo para uso cultural) e os restantes 11 mil metros quadrados serão para construção (espaços habitacionais) e espaço público pedonal.
A zona a criar fica à entrada das Sete Fontes, em São Vítor, junto ao colégio com o mesmo nome, e deverá estar operacional pelo menos no início do outono. "Haverá discussão pública durante 10 dias, as reclamações e sugestões serão analisadas e, a seguir, começa a operação de execução que inclui uma ligação viária à via existente a norte", adiantou.
Na parcela urbanizável, o loteamento está a cargo do proprietário, a empresa Aliança Azul, assumindo este a execução da totalidade das obras de urbanização.
A capacidade construtiva é atribuída no Plano de Urbanização aos proprietários, no sistema de perequação, ou seja, aqueles desistem de construir em áreas verdes e, em contrapartida, esse direito já adquirido passa para outras áreas, nas bordas do Parque.
O Parque terá duas entradas: esta, em São Vítor e outra, a criar, de ligação a Gualtar, com capacidade construtiva de prédios de dois e três andares e que, na zona norte, perto da Igreja de Gualtar, pode chegar aos quatro pisos.
