Serviço municipal de recolha de monos e "monstros" em Gaia tem novas carrinhas

Objetivo da campanha "Gaia Limpa" também é dar uma segunda vida ao material recolhido
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Está lançada a campanha "Gaia Limpa", que juntou esta quinta-feira o autarca Luís Filipe Menezes e Poças Martins, consultor da Águas de Gaia, e que mercê da articulação entre esta empresa municipal e as juntas de freguesia, vão circular pelo concelho oito novas carrinhas com o propósito de recolher os chamados monos e "monstros".
Além da recolha, o serviço dará uma segunda vida ao material reunido, se ainda for passível de uso, como são os casos dos móveis, sofás e cadeiras, entre outros. O que não for aproveitável vai para o aterro. O "Gaia Limpa" é grátis e vai a casa das pessoas, mediante marcação (telefone n.º 800910229).
"Nada fora do contentor" é outra vertente da iniciativa, apetrechada por uma rede de 7000 contentores nas ruas, incluindo um reforço de cerca de 600. Os gaienses terão contentores separados entre si entre 40 a 50 metros de distância, e o objetivo é que nada fique fora destes recipientes. "Se alguém encontrar um que esteja cheio deve dirigir-se ao que está mais próximo ou ligar para a Águas de Gaia. A empresa tratará do reforço no local", garantiu Poças Martins, adiantando que o grupo de trabalho está em permanente contacto através do Whatsapp.
O lançamento da campanha decorreu em Vilar de Andorinho, nas antigas instalações da Wolkswagen, agora ocupadas pela Câmara Municipal, e ali haverá um depósito dos bens recolhidos e aos quais é possível dar uma segunda vida. Nesse sentido, o depósito deverá abrir uma vez por semana ao público, embora as juntas de freguesia também possam albergar materiais.
Nas carrinhas está estampado o aviso dos riscos para os infratores, podendo "a coima ir de 200 euros a 60 mil euros", mais a "possível apreensão da viatura". Entre os visados estão os responsáveis por obras de construção civil, que, despejando o entulho em sítios inapropriados, estarão sujeitos às multas. Poças Martins anunciou que serão enviadas cartas para os empreiteiros e as construtoras com indicações dos locais para fazerem as descargas.

