
Atriz diz não reconhece os Estados Unidos, o país natal, e pretende afastar-se
Foto: Thomas Samson/AFP
Atriz prepara-se para deixar Los Angeles, EUA, e dividir o tempo entre a Europa e a Ásia, focada na família. Este ano, Angelina Jolie deverá mudar-se para o Camboja.
Aos 50 anos, Angelina Jolie prepara-se para virar uma nova página na vida, longe do burburinho de Hollywood. Uma fonte próxima revelou à revista "People" que "ela está pronta para uma vida que não se centre em Los Angeles, EUA". A venda da sua mansão, já com vários interessados, marca o início desta mudança, que permitirá à atriz organizar a sua rotina sem limitações legais e com maior privacidade para os filhos.
O vínculo à cidade esteve sempre ligado aos gémeos Vivienne e Knox, nascidos a 12 de julho de 2008. Em 12 de julho de 2026, quando completarem 18 anos, Jolie ficará livre das restrições impostas pelo acordo de custódia com o ex-marido Brad Pitt. A mesma fonte explicou que "nunca quis viver em Los Angeles a tempo inteiro e só esteve limitada pelo acordo de custódia".
A prioridade de Jolie sempre foi a família. Em 2024, afirmou ao "The Hollywood Reporter" que "quando tens uma família numerosa, queres que tenham privacidade, paz e segurança". Sempre cautelosa quanto à exposição dos filhos, explicou no programa "Good Morning America" que "nenhum dos filhos quer estar frente a câmaras neste momento", destacando Shiloh como particularmente reservada.
A ligação ao Camboja
"Agora tenho uma casa para criar os meus filhos... Essa humanidade que encontrei do outro lado do Mundo não é a que encontrei aqui quando cresci", confidenciou. "Planeio passar longos períodos no Camboja e visitar familiares onde quer que estejam". O país, onde adotou Maddox, Zahara e Pax, é considerado por Jolie um "segundo lar". Ali mantém uma casa tradicional num terreno de 60 mil hectares transformado em zona protegida, apoiando comunidades locais e projetos ambientais.
A ligação ao Camboja começou durante a rodagem de "Lara Croft: Tomb raider" e consolidou-se com a adoção de Maddox. "Camboja foi o país que me fez tomar consciência sobre os refugiados", disse à "Vogue India". A experiência internacional moldou a sua visão do Mundo. "Sobretudo, tornou-me mãe", acrescentou, explicando que sempre quis adotar porque sabia que havia crianças sem pais e que essa experiência é "um presente e não um sacrifício".
Nos últimos anos, as constantes deslocações aproximaram Jolie de várias culturas e reforçaram o seu descontentamento com o clima atual nos Estados Unidos. No Festival de Cinema de San Sebastián, confessou que ama o país natal, mas atualmente não o reconhece, "considerando perigoso qualquer limitação à liberdade e à expressão pessoal". A nova fase surge como oportunidade de viver sem restrições, entre família, filhos e projetos essenciais.

