
Diogo Ribeiro é um dos mais de 1000 alunos-atletas que conseguem continuar a estudar graças à UAARE
Leonardo Negrão / Global Imagens
As Unidades de Apoio ao Alto Rendimento nas Escolas nasceram em 2016 para revolucionar o percurso académico, as carreiras desportivas e as vidas de jovens atletas, que juntam boas notas às medalhas e aos troféus.
A imagem foi tão impactante que sentiu necessidade de arranjar forma de a olhar diariamente, como se ali estivesse todo o propósito daquilo que pensou, idealizou e criou. Victor Pardal não esquece, torcendo para que outros também se inspirem no exemplo representando. Era uma terça-feira e no domingo anterior Ana Rita Teixeira sagrara-se campeã mundial de ginástica acrobática. No entanto, ali estava ela, desligada do Mundo e das odes que lhe dedicavam, numa sala de estudo, acompanhada de uma professora, agarrada aos livros, a recuperar matéria que os treinos, as provas, as viagens, os estágios, as reuniões, um sem fim de afazeres fundamentais para se manter ao mais alto nível na atividade desportiva lhe adiaram. Hoje, forma-se em arquitectura na Universidade do Porto, algo que seria provavelmente impossível sem o suporte das Unidades de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE), programa que nasceu em 2016 com o objetivo primordial de “conciliar a atividade escolar com a prática desportiva de alunos/atletas do Ensino Básico e Secundário enquadrados no regime de alto rendimento, seleções nacionais ou de elevado potencial desportivo”. Que é como quem diz: não deixar que as vidas académica e desportiva se atrapalhem sem que seja necessário abdicar de alguma delas.
