
Anita Guerreiro, referência do teatro de revista e da canção lisboeta, morreu aos 89 anos na Casa do Artista, em Lisboa
Foto: Facebook Casa do Artista
Do presidente da República ao presidente da Câmara de Lisboa, artistas e amigos unem-se numa despedida que sublinha o papel ímpar de Anita Guerreiro na cultura nacional.
A morte de Anita Guerreiro está a gerar uma onda de homenagens emocionadas em todo o país. Figuras do espetáculo, da comunicação social e da vida pública sublinham a importância da artista para a identidade cultural portuguesa, lembrando-a como símbolo maior do teatro de revista, do fado e da alma de Lisboa.
O apresentador e ator João Baião foi um dos primeiros a reagir: "Notícia tão triste. Minha querida Anita Guerreiro! A primeira vez que subi ao palco do Maria Vitória no Parque Mayer foi ao lado da maravilhosa Anita Guerreiro. Um grande aplauso para a Voz de Lisboa, de Portugal!"
"A maior tradução de uma Lisboa bairrista que já não volta... Não há pedrinha das calçadas desta velha cidade que não saiba de cor o teu nome. De pé te entrego o meu mais sentido respeito, amizade, carinho, aplauso e por tudo te agradeço!", expressou a atriz e humorista Maria Rueff.
O humorista Herman José lembrou a artista pela energia e gratidão que sempre transmitiu: "É assim que a recordo. Feliz, talentosa, saudável, grata, otimista. Querida Anita. 1936-2025."
"A Anita Guerreiro é património nacional... A sua alegria era imensa e espalhou-se por todo o lado e agora pelo espaço fora", sublinhou o ator Heitor Lourenço.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, evocou o seu contributo para a cultura da cidade: "Anita Guerreiro foi a voz de Lisboa... Lisboa nunca a esquecerá."

"Hoje a voz de Lisboa calou-se. Obrigada por tantas melodias eternas e pela tua amizade querida Anita Guerreiro. Descansa em paz!", escreveu a apresentadora Teresa Guilherme.
A jornalista Dina Aguiar homenageou o sorriso que sempre conquistou o público: "Fica o registo da sua alegria e do seu sentido de humor. Gratidão pelos momentos de diversão que proporcionou ao povo português."
Enquanto o país manifesta o seu pesar, o genro da fadista, Luís Pires, deixou um testemunho profundamente pessoal: "Partiu hoje a minha sogra. A grande Anita Guerreiro vai cantar os seus fados ao seu eterno Pepe Cardinali que a aguarda carinhosamente onde quer que esteja. Por aqui a Anita deixou dois filhos, um genro e uma vida repleta de canções e aplausos. Os anjos vão adorar!"
Da Presidência da República chegou também uma nota oficial, apresentando sentidas condolências à família e aos admiradores da artista e lembrando Anita Guerreiro como "uma figura da música portuguesa durante muitas décadas, cuja simpatia, talento e popularidade deixaram marca em várias gerações".
"Desaparece uma mulher talentosa e dedicada, referência histórica das Marchas Populares de Lisboa, mas fica a memória de uma grande artista!", partilhou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro, na sua página oficial na rede social X, enviando ainda condolências à família e amigos da artista.

