Mãe de Carla Bruni revela sofrimento da filha com prisão de Sarkozy: "Está destroçada"

Carla Bruni acompanhou Nicolas Sarkozy, no dia da detenção, em Paris
Foto: Julien de Rosa/AFP
A ex-primeira-dama francesa vive dias de angústia desde que Nicolas Sarkozy entrou na prisão de La Santé, em Paris. A mãe, Marisa Borini, contou que Carla Bruni está "traumatizada" e amigos disseram ao "Le Parisien" que teme pela segurança do marido.
Carla Bruni está a atravessar um dos momentos mais dolorosos da sua vida. Desde que o marido, o antigo presidente francês Nicolas Sarkozy, foi levado na passada terça-feira para a prisão parisiense de La Santé, condenado a cinco anos de prisão por associação ilícita, a ex-modelo e cantora tem permanecido em silêncio público, entre o recolhimento e a angústia.
Foi a mãe de Carla, Marisa Borini Bruni Tedeschi, quem deu voz ao sofrimento da filha numa entrevista ao jornal "La Stampa". "Está destroçada", afirmou a antiga atriz e pianista de 95 anos, descrevendo uma mulher "profundamente abalada" pela separação e pela exposição mediática.
"O que aconteceu é uma coisa terrível e injusta", disse Marisa Borini, acrescentando que "Nicolas é fortíssimo, uma verdadeira bomba. Uma força de carácter única no mundo. Agora que está na prisão, vai escrever um livro."
A mãe confessou ainda que optou por não telefonar à filha no dia da detenção, "para lhe dar tempo e espaço para lidar com tudo o que estava a acontecer". Apesar da distância, garante que quer ser "um apoio constante" durante este período difícil.
Medo e saudade marcam o dia a dia
Carla Bruni, de 56 anos, tem usado as redes sociais para expressar a dor da ausência. No Instagram, escreveu um texto poético no momento em que Sarkozy foi levado para a prisão:
"Como se arranjarão os separados quando os seus dias estão contados? Como dormirão sem que os seus suspiros se misturem?"
A publicação surgiu acompanhada por fotografias da história de amor do casal espalhadas pelo chão, um gesto íntimo que emocionou os seguidores e revelou a dimensão do seu sofrimento.
Segundo um amigo próximo do casal, citado pelo jornal "Le Parisien", a ex-primeira-dama "tem vivido com medo constante" de que algo possa acontecer ao marido. "As ameaças são reais", garantiu a fonte, acrescentando que, apesar da forte segurança em torno do ex-presidente, Bruni "tem dificuldade em dormir e vive atormentada pelas notícias que recebe".
Enquanto a França observa um dos capítulos mais turbulentos da vida política recente, Carla Bruni enfrenta o peso da solidão e o escrutínio público com serenidade e fragilidade em partes iguais. "A minha filha está a sofrer, mas é uma mulher de coragem - e isso, no fim, vai salvá-la", concluiu Marisa Borini Bruni Tedeschi.

