
Foto: Sebastien Dupuy/AFP
O Museu de Cera Grévin, em Paris, inaugurou, este quinta-feira, uma nova atração principal: a princesa Diana com o "vestido da vingança" que usou após as revelações públicas sobre o caso extraconjugal do seu então marido, o príncipe Carlos.
Corpo do artigo
O popular destino turístico, semelhante ao Madame Tussauds de Londres, já possui modelos de Carlos, que agora é o rei Carlos III, e da sua falecida mãe, a rainha Isabel II.
Diana era uma ausência notável, apesar da sua trágica ligação com a cidade onde morreu num acidente de carro em agosto de 1997. No entanto, na quinta-feira, surgiu com uma réplica do vestido preto da estilista Christina Stambolian que usou numa aparição pública em 1994, no final do seu casamento com Carlos. A princesa usou o vestido no mesmo dia em que foi transmitida uma entrevista sobre a infelidelidade de Carlos.
"Mais de 28 anos após a sua trágica morte em Paris, Diana continua a ser uma figura importante na cultura pop mundial, celebrada pelo seu estilo, humanidade e independência", afirmou o Museu Grévin, em comunicado. "O vestido tornou-se uma declaração de autoafirmação recuperada, uma imagem poderosa de feminilidade determinada e confiança renovada".

A encomenda da estátua de cera foi entregue ao escultor Laurent Mallamaci, radicado em Paris, e está exposta entre figuras do entretenimento e da moda, longe do rei Carlos e da rainha Isabel, que estão numa galeria para chefes de Estado.
A data escolhida para a inauguração, 20 de novembro, é outra "referência astuta", segundo o comunicado. Hoje comemora-se o 30.º aniversário da entrevista bombástica e ainda extremamente controversa que Diana concedeu à BBC, na qual disse: "Éramos três neste casamento". Era uma referência à amante de Carlos, Camilla Parker Bowles, com quem se casou posteriormente.
Diana também admitiu ter tido um caso com James Hewitt, mas a entrevista levou a BBC a pedir desculpas em 2021 pela forma "enganosa" como foi obtida.
