Proprietários do concurso Miss Universo acusados de fraude e tráfico de drogas e armas

Foto: Rungroj Yongrit/EPA
O concurso Miss Universo foi abalado por um novo escândalo dias após o término, com o coproprietário mexicano acusado de tráfico de droga e de armas e o seu homólogo tailandês acusado de fraude.
A edição deste ano do Miss Universo terminou na semana passada na Tailândia com a vitória da Miss México, após um concurso repleto de drama, incluindo uma luta pública entre a vencedora e a anfitriã da competição.
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Um oficial da justiça tailandesa disse à AFP na quarta-feira que tinha sido emitido um mandado de detenção no dia anterior contra a magnata dos média e coproprietária do concurso, Anne Jakapong Jakrajutatip, por alegada fraude no valor de 930 mil dólares (802 mil euros). Um cirurgião plástico acusou Jakapong de fraude e ocultação de informação ao convencê-lo a investir no seu grupo JKN Global, que é coproprietário do concurso.
Também na quarta-feira, a Procuradoria-Geral da República do México informou que o outro coproprietário do concurso, o empresário mexicano Raul Rocha Cantu, está a ser investigado por tráfico de armas, droga e combustíveis. "Estão a ser obtidas informações cruciais, o que permitirá ao Ministério Público Federal prosseguir e aprofundar a investigação", afirmou o organismo em comunicado. O organismo acrescentou que foram emitidos mandados de detenção para 13 arguidos, mas não os identificou.
A imprensa mexicana noticiou que Rocha estava entre os procurados pela polícia. Os meios de comunicação locais também o acusaram de alegados negócios com o pai da recém-coroada Miss Universo, Fátima Bosch. O pai de Bosch, Bernardo Bosch, alto executivo da petrolífera estatal Pemex, negou qualquer ligação a Rocha.
Bosch ganhou notoriedade após ter liderado uma saída dramática de uma reunião entre as candidatas e o realizador tailandês do concurso, Nawat Itsaragrisil. Nawat foi filmado a repreendê-la pela sua aparente falta de publicação de conteúdo promocional nas suas redes sociais, chamando-a de "idiota". Bosch recebeu elogios pela sua postura firme contra Nawat, incluindo da primeira mulher presidente do seu país, Claudia Sheinbaum.
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Na terça-feira, a rainha da beleza, de 25 anos, afirmou ter recebido "insultos, ataques e até ameaças de morte" devido às alegações de ligação do pai ao concurso.
O concurso Miss Universo pertencia anteriormente ao presidente dos EUA, Donald Trump. O JKN Global Group, de Jakapong, comprou o concurso por 20 milhões de dólares em 2022, mas, posteriormente, vendeu metade da sua participação ao Legacy Holding Group USA, de Rocha Cantu, por 16 milhões de dólares.
