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Das palmadas ao preservativo: o que Neymar contou à Polícia

Das palmadas ao preservativo: o que Neymar contou à Polícia

Depois de ter voltado a negar o caso de violação em que se viu envolvido, Neymar agradeceu o apoio que tem recebido e mostrou-se confiante de que a verdade virá à tona.

"A verdade aparece cedo ou tarde. O único desejo que eu tenho agora é que o caso acabe o mais rápido possível", disse o jogador do Paris Saint-Germain, esta quinta-feira, à saída de uma esquadra da Polícia em São Paulo dedicada à investigação de crimes sexuais, onde esteve três horas a depor sobre a acusação de violação e agressão à modelo Najila Trindade, em Paris. Falando aos jornalistas, o futebolista brasileiro agradeceu o "apoio e carinho de toda a gente".

A investigadora que ouviu Neymar apresentou ao jogador as conclusões retiradas pelo Instituto Médico Legal a partir do relatório médico particular que a queixosa entregou à Polícia. A perícia não atestou se houve violação mas validou as lesões no corpo de Najila, compatibilizando-as com a data da viagem a Paris.

O "Jornal Nacional", da rede Globo, apurou que, durante o depoimento, Neymar negou ter havido sexo sem consentimento e confirmou que deu palmadas nas nádegas de Najila, a pedido da mulher. Adiantou ainda que esta posou para uma fotografia que o jogador tirou e postou mais tarde nas redes sociais, depois de o caso ter explodido, para comprovar que não tinha havido agressão.

Neymar confirmou ter ingerido álcool no primeiro encontro de ambos, mas em pouca quantidade, uma vez que tinha acabado de sair de um treino. Disse ainda que Najila dizia que o amava e que queria casar com ele. "Como é que ela me pode amar se nem me conhecia direito?", questionou, dirigindo-se às investigadores que o ouviam.

Perante a alegação de que Najila teria recusado avançar na relação íntima com Neymar uma vez que nenhum deles usava proteção, o jogador do PSG garantiu ter usado preservativo, que depois terá deitado na sanita, acrescentando que, sobretudo por ser atleta, não aceitaria correr riscos.

Neymar disse ainda que, no segundo encontro que marcaram, pretendia levar a mulher a uma festa, mas que esta começou a agredi-lo - como mostram as imagens entretanto divulgadas pela própria - e que decidiu, por isso, ir embora. Alegou que em nenhum momento Najila falou em violação e que apenas lamentou ter sido deixada sozinha depois do encontro anterior, e que "não era mulher de ficar sozinha".

No fim do depoimento, Neymar não conteve a emoção, descrevendo este caso como o pior acontecimento da sua vida. "Nenhuma lesão se compara a isto", disse, acrescentando que uma mãe, uma irmã e um filho de sete anos, "que não pode ir à escola porque os amigos dizem que é filho de um violador".

A procuradora designada pelo Ministério Público de São Paulo para acompanhar o caso disse que Neymar respondeu a todas as perguntas de forma satisfatória e confirmou ter negado o crime de violação.