
O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares disse, este sábado, em Torres Novas, não ter dúvidas de que o secretário-geral do PS "vai estar à altura" das suas responsabilidades.
"Essa é a imagem e o conhecimento que tenho dele", disse Miguel Relvas, referindo-se à necessidade de os "responsáveis" pela situação a que o país chegou porem "a mão na consciência" e acompanharem o actual executivo na mudança de rumo.
O ministro reagia à crítica de "insensibilidade social" do actual Governo proferida na abertura do congresso do Partido Socialista, em Braga, assegurando que os "discursos muitas vezes confundem a realidade".
Miguel Relvas assegurou que nenhum português deixou de ter acesso à saúde hoje como tinha há seis meses, sublinhando que "o caminho anterior é que estava a matar o Serviço Nacional de Saúde", porque aumentava "sem razão de ser" a despesa sem melhorar a eficiência.
"Portugal precisa não só de virar a página como de escrever uma página nova. É esse o desafio que tem que ser colocado aos portugueses", afirmou.
"Portugal precisa de reformas estruturais"
Questionado sobre as acusações de que o Governo está a impor aos portugueses mais sacrifícios do que os exigidos pela "troika", o ministro afirmou que o executivo liderado por Passos Coelho apenas está a ir mais além nas reformas estruturais.
"Portugal precisa de reformas estruturais. Essas reformas significam criar condições para que os portugueses tenham menos sacrifícios no futuro", disse, exemplificando com a reforma administrativa que visa tornar o poder local "mais enxuto, mais eficiente, menos burocrático, mais próximo dos cidadãos".
Referindo-se à privatização de empresas como a RTP e a Águas de Portugal, também alvo de críticas no congresso socialista, Miguel Relvas sublinhou que as circunstâncias actuais obrigam a que as empresas públicas "não possam onerar mais a economia portuguesa e obrigar os portugueses a pagar mais impostos".
Reafirmando a convicção de que o PS "saberá honrar os compromissos que assinou" e que cabem ao actual Governo executar, o ministro disse que o objectivo é que, "no futuro, não sejam os portugueses a pagar os erros do Estado, mas que haja um Estado mais eficiente e mais magro".
Para Relvas, "é hoje reconhecido em toda a Europa que Portugal se afastou da Grécia", sinal de que o país "está a recuperar", quando há uns meses os dois países estavam "nas mesmas circunstâncias".
