A moção de estratégia global de José Sócrates "A Força da Mudança" foi aprovada este domingo por larga maioria no XVI Congresso Nacional do PS, tendo recebido apenas um voto contra.
A moção do secretário-geral dos socialistas foi aprovada com o voto favorável de 1131 delegados. Houve um voto contra e 13 abstenções.
Intitulada "A Força da Mudança", a moção de Sócrates foi coordenada pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e define como meta nas legislativas a maioria absoluta, dá abertura ao "casamento civil" homossexual e prevê voltar a referendar a regionalização.
A moção de Sócrates, que foi apresentada aos 1.700 delegados presentes em Espinho no segundo dia do XVI Congresso por António Costa, propõe ainda limitar as deduções fiscais dos contribuintes com maiores rendimentos em benefício da classe média e defende o investimento público em detrimento de um corte nos impostos.
A grande novidade na lista de Sócrates é a presença do ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, nos dez primeiros lugares.
Augusto Santos Silva, que no Congresso de 2004 apoiou Manuel Alegre e que entrou para o Secretariado Nacional do PS há dois anos, substitui na prática Jorge Coelho, que abandonou as suas funções políticas para se dedicar à vida empresarial.
O ex-candidato presidencial Manuel Alegre foi convidado para integrar a lista do secretário-geral socialista, José Sócrates, para a Comissão Nacional do PS, mas recusou o convite.
Destaque ainda na lista de Sócrates para a saída do ex-ministro João Cravinho, que figurou em 2006 na 19ª posição na lista do secretário-geral para o órgão máximo entre congressos deste partido.
A meio da presente legislatura, João Cravinho abandonou o seu lugar de deputado do PS em divergência com a direcção do seu Grupo Parlamentar, acusando a cúpula da bancada socialista de ter esbatido as suas propostas para o pacote anti-corrupção.
Da lista que José Sócrates levou este domingo a votos saiu também o dirigente socialista portuense Carlos Lage.
Em compensação, sobe do 14.º para o oitavo lugar o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, que é considerado o braço direito de José Sócrates no Governo e no PS.
Na lista de José Sócrates, o lugar de número dois é entregue uma vez mais a António Vitorino, seguindo-se a eurodeputada Edite Estrela, o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.
António Costa vai agora abandonar o Secretariado Nacional do PS por ter atingido o limite de mandatos imposto pelos estatutos do partido.
A lista encabeçada por António Fonseca Ferreira recebeu apenas 139 votos mas assegurou presença na Comissão Nacional, composta por 251 membros efectivos.
Rui Namorado, que ocupa a segunda posição, é seguido por Salomé Rafael, Gaspar Santos, Fidélio Guerreiro, Manuela Neto, André Ferreira, Rómulo Machado, Fátima Galhardo e Manuel Mendes.
Na décima primeira posição encontra-se Jorge Miguel Pacheco, incluindo ainda a lista Mariana Geraldes, José Miguel Januário, Manuel Oliveira, Julieta da Fonseca Rodrigues e Marco da Raquel.
No final da lista, pouco antes do nome de Edmundo Pedro pode ler-se os de Aquilino Ribeiro Machado, Tomás Taveira, Nuno Teotónio Pereira e Eduardo Cabrita
