O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admitiu que "as reformas não se fazem de um dia para o outro", mas que o caminho a seguir é de "criar condições para conseguir manter com toda a firmeza as contas públicas controladas", a par de uma transformação estrutural da sociedade e da economia.
Passos Coelho falava, esta sexta-feira de manhã, em Cascais, na sessão de abertura da conferência da Cotec Portugal, sobre "O papel a Diáspora no desenvolvimento de Portugal", patrocinada pelo presidente da República, Cavaco Silva..
O chefe do Governo insistiu na convicção de que o caminho que Portugal está a seguir é o que permitirá aplicar o modelo de desenvolvimento aconselhado pelo Banco Central Europeu, centrado numa reforma estrutural que passa por mudanças no mundo laboral e no aprofundamento do mercado interno.
Antes, o presidente da comissão europeia, Durão Barroso, também convidado para a sessão de Cascais, apelou ao consenso em Portugal face às reformas para combater a crise, considerando que será assim mais fácil assegurar o apoio europeu.
"Todos sabemos que nada substitui os recursos dos próprios países na resposta às suas dificuldades. Quanto maior for a determinação e consenso nacional nesses países, maior será a solidariedade dos países europeus com Portugal", afirmou Durão, ao admitir que os desafios que o país enfrenta "estão longe de ser fáceis".
A sessão, que prossegue agora à porta fechada, foi aberta por Cavaco Silva, que, numa curta intervenção, defendeu que o país "só poderá retomar uma trajetória de crescimento sustentável com uma sólida aposta no reforço dos fatores de competitividade, na conquista de novos mercados e na melhoria do conhecimento da realidade portuguesa por parte do exterior".
No final do encontro com os empresários que fazem parte da Diáspora, está prevista uma conferência de Imprensa para divulgação das conclusões.
