O deputado do PCP Miguel Tiago disse, esta quinta-feira, que a troika mostrou "grande insensibilidade" perante os custos para os portugueses que terão o corte de quatro mil milhões de euros em despesas sociais.
"Há uma grande insensibilidade por parte dos técnicos da troika (...) tentaram dizer que eles apenas fazem a assessoria técnica e que o rumo político é com os deputados e eles não tem nada a ver com isso", afirmou o deputado Miguel Tiago.
"O PCP questionou sobre o corte de quatro mil milhões de euros e troika foi muito insensível em relação aos custos para os portugueses", afirmou o deputado aos jornalistas, no final da reunião com os representantes da troika [Comissão Europeia, FMI, BCE] no Parlamento no âmbito da sexta avaliação do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro.
"Uma vez mais a troika foi muito clara, disse que Portugal não tem que escolher entre querer ou não querer cumprir. Portugal tem que cumprir", criticou o deputado, acrescentando que "foi deixado cada vez mais claro que é preciso baixar os salários dos portugueses porque a aposta nas exportações assim o impõe para aumentar a competitividade".
Em relação à disponibilidade para eventuais alterações no programa, Miguel Tiago disse que ficou patente na reunião que "poderá haver pequenos ajustes como houve nas outras" avaliações mas que ficou claro que o essencial se mantém.
