
São portugueses os três pescadores mortos e os dois desaparecidos no naufrágio da embarcação de pesca com bandeira portuguesa e armador galego, "Mar Nosso", nas Astúrias, esta quinta-feira. A bordo seguiam 12 tripulantes - sete pescadores das Caxinas e cinco galegos. Sete foram resgatados com vida.
Quatro pescadores - dois portugueses e dois galegos - foram internados em hospitais de Gijón após terem sofrido de hipotermia grave ao cair à água.
Faustino Blanco, conselheiro de Saúde do principado das Astúrias, disse, depois de os visitar nos hospitais de Jove e Cabueñes,que os pescadores vão ser submetidos esta sexta-feira a uma nova observação antes de se decidir se têm alta.
Dos quatro tripulantes, o mais afetado psicologicamente pelo acidente era o patrão do barco, "que pouco a pouco vai entendendo o que se passou e que está muito preocupado com o resto da equipa", contou o conselheiro.
Segundo María Ramallo, autarca da localidade de Marín, na Galiza, onde o pesqueiro estava baseado, as autoridades resgataram sete tripulantes com vida, a totalidade da tripulação espanhola (cinco pessoas) e dois portugueses. Também foram recuperados os corpos de três pescadores portugueses, as únicas vítimas mortais confirmadas.
A embarcação "Mar Nosso" naufragou a 20 milhas da costa entre os municípios de Luarca e Navia, nas Astúrias. Sete tripulantes foram resgatados com vida pela embarcação "Mar da Galega" que estava perto e que deu o alerta, pouco depois das 14 horas locais (13 horas em Portugal continental). Posteriormente, uma outra embarcação, de nome "Kika", resgatou do mar dois cadáveres.
As operações de busca dos dois tripulantes desaparecidos estiveram a ser coordenadas pelo Centro de Salvamento Marítimo de Gijón com vários navios, incluindo pesqueiros, apoiados por um helicóptero da junta da Galiza.
Desconhece-se a causa do naufrágio do pesqueiro que seguia em direção ao porto de Avilés.
O "Mar Nosso" é uma embarcação de 40 anos, 32 metros de comprimento e 183 toneladas.
O pesqueiro "Santa Ana" também naufragou nas Astúrias, a 10 de março, causando a morte de oito pescadores, só o mestre da embarcação sobreviveu. O último corpo só foi recuperado a 6 de abril.
