
O porta-voz do Vaticano afirmou hoje, domingo, que não há nada de "revolucionário" no que o Papa disse acerca de o uso do preservativo poder ser um acto de responsabilidade em situações excepcionais.
Numa declaração hoje divulgada, o padre Federico Lombardi disse que o Papa não está a "reformar ou a mudar" os ideais da Igreja, que proíbe o uso do preservativo e de outros contraceptivos.
O porta-voz reagia assim à publicação de excertos de um livro-entrevista que Bento XVI deu a um jornalista alemão.
O Papa diz no livro que em alguns casos, como em homens prostitutos com o vírus da sida, o uso do preservativo é o primeiro passo para a responsabilização.
Federico Lombardi sublinhou que a Igreja não considera o preservativo como a "solução moral" para o problema da sida.
