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Mariana Mortágua

SIRESP - Porquê insistir no erro?

O SIRESP existe porque, em caso de emergência, a comunicação entre os serviços de socorro, de segurança e proteção civil não pode falhar. A ideia vem do Governo de Guterres, mas só foi posta em prática em 2005, nos últimos dias de mandato do Governo de gestão de PSD/CDS. O ministro Daniel Sanches, que tinha sido administrador na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), constituiu então uma parceria público-privada, entregue a um consórcio de empresas por 540 milhões de euros: Portugal Telecom, Motorola, Esegur, Grupo Espírito Santo e a SLN.

Mariana Mortágua

O Governo esquece as vítimas da Amadora?

"Porque lhes bateram? O que é que eles fizeram?" serão provavelmente as primeiras perguntas de quem não conhece os pormenores da agressão policial contra seis jovens da Cova da Moura, na Amadora. A questão reflete, ela própria, o olhar enviesado da sociedade sobre o fenómeno da atuação da Polícia nos bairros ditos "problemáticos". A resposta é simples: independentemente da situação em concreto, nada justifica nunca o abuso da força, a agressão ou a tortura.

Mariana Mortágua

A desresponsabilização do Estado nas creches

As instituições particulares de solidariedade social (IPSS) têm certamente um lugar na sociedade, e muitas têm um trabalho meritório, chegando a lugares que o Estado não alcança. No entanto, nos últimos anos, talvez décadas, este papel de complementaridade das IPSS face ao Estado social tem vindo a ser pervertido. A tendência notou-se especialmente durante o Governo de Passos e Portas, mas é anterior. A Segurança Social demitiu-se de parte das suas funções, que entregou às IPSS, através de acordos de cooperação, que cobrem áreas diversificadas: creches, lares, apoio na pobreza ou na infância.