Porto

Pedro Duarte quer que segunda fase do metrobus seja revista na totalidade

Câmara do Porto anunciou concordar com reavaliação da segunda fase do MetroBus, após iniciativa de Pedro Duarte para contestar o abate de 80 árvores Carlos Carneiro

O candidato da coligação "O Porto Somos Nós" (PSD/CDS/IL) congratulou-se, esta quinta-feira, pelas alterações em estudo pela Câmara do Porto para a segunda fase do metrobus. Pedro Duarte considera, porém, que persiste a necessidade de se reavaliar todo aquele projeto para que não se cometam "novos erros irreversíveis".

Para Pedro Duarte, o facto de estarem a ser estudas alterações à segunda fase do metrobus, para o troço entre a Avenida do Parque e o Castelo do Queijo, resulta "do envolvimento dos portuenses, ao exercer pressão cívica sobre o projeto" para que se evitasse o abate direto de mais de 80 árvores na Avenida da Boavista. O que, vinca, se materializou "numa petição com milhares de assinaturas", que encabeçou, "e uma concentração na Avenida da Boavista, a 24 de maio".

"O envolvimento dos portuenses levou a uma vitória que demonstra como a mobilização da sociedade faz a diferença e que a defesa do património natural da cidade é uma prioridade partilhada pelos portuenses", considera o candidato.

É que, as alterações atualmente em estudo pela Câmara do Porto implicam que se poupe o abate de 86 árvores para a implementação da segunda fase do metrobus. Alterações que, segundo a Metro do Porto, podem vir a prejudicar o tempo de viagem anunciado.

Por isso, em comunicado, Pedro Duarte considera que "as soluções atualmente em estudo representam um passo na direção certa". No entanto, "continuam a evidenciar as fragilidades de um projeto marcado pela improvisação, por sucessivos atrasos e por opções técnicas que colocam em causa o futuro da mobilidade no Porto e a qualidade de vida na Avenida da Boavista".

Daí que, o candidato da coligação "O Porto Somos Nós" insista que "todo o projeto metrobus deve ser reavaliado de forma séria e responsável, antes de se cometerem novos erros irreversíveis". "O futuro da mobilidade e da sustentabilidade do Porto exige soluções modernas, ambientalmente sustentáveis e que reforcem a identidade da cidade", sustenta.

Hermana Cruz