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Israel devolve a Gaza restos mortais de 15 palestinianos

Entrega foi feita pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha, em conformidade com os termos do acordo de cessar-fogo Foto: Mohammed Saber /EPA

Israel anunciou, este sábado, que o corpo entregue na véspera na Faixa de Gaza pelos movimentos islamistas palestinianos Hamas e Jihad Islâmica pertence ao israelo-argentino Lior Rudaeff, tendo, em troca, devolvido os corpos de 15 palestinianos.

Segundo a agência AFP, ainda permanecem por entregar cinco corpos de reféns, quatro israelitas e um tailandês, que deverão ser restituídos pelo Hamas e seus aliados ao abrigo do acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro, imposto sob pressão dos Estados Unidos.

Após o anúncio das autoridades israelitas da identificação dos restos mortais de Lior Rudaeff, o hospital Nasser, em Khan Younes, no sul de Gaza, informou ter recebido "os corpos de 15 mártires originários da Faixa de Gaza que estavam retidos por Israel".

A entrega foi feita pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha, em conformidade com os termos do acordo, que prevê a devolução de 15 corpos palestinianos por cada refém israelita restituído.

Lior Rudaeff, motorista de ambulância voluntário de 61 anos, foi morto a 7 de outubro de 2023 em Nir Yitzhak, perto da Faixa de Gaza, enquanto defendia o seu kibutz durante o ataque do Hamas a Israel que desencadeou a guerra.

O Fórum das Famílias de Reféns, principal organização israelita que representa as famílias dos cativos, saudou o regresso dos restos mortais de Rudaeff, afirmando que, "apesar da dor, este retorno traz algum consolo a uma família que viveu mais de dois anos de incerteza e angústia".

Excetuando um soldado morto em combate em 2014, durante uma guerra anterior em Gaza, os outros quatro reféns cujos corpos ainda serão devolvidos foram levados para o enclave palestiniano após o ataque de 7 de outubro de 2023, já depois de terem sido mortos, segundo o exército israelita.

Apesar de alguns momentos de tensão, mantém-se em vigor em Gaza uma trégua frágil, desde 10 de outubro.

JN/Agências