O Sporting ganhou nos Açores, frente ao Santa Clara, com um golo marcado de um canto que não existiu. Mas, afinal, porque o VAR não disse nada ao árbitro? O antigo juiz Paulo Pereira explica os motivos.
O golo de Hjulmand, que deu a vitória ao Sporting aos 90+4 minutos, contra o Santa Clara, nos Açores, promete continuar a alimentar a polémica dos últimos dias em relação às arbitragens.
Paulo Pereira, antigo árbitro de futebol, ilibou o VAR de qualquer culpa, sublinhando que os pontapés de canto não fazem parte do protocolo, apesar da implicação direta do lance no resultado.
"A questão dos pontapés de canto não faz parte do protocolo VAR. Apesar do golo, o erro foi o assinalar do pontapé de canto. Os pontapés de canto e os lançamentos estão completamente fora do protocolo e não haveria ali qualquer possibilidade de intervenção do VAR. O golo nasce de um erro da equipa de arbitragem e é muito evidente. Quenda, claramente, joga a bola para fora, mas, como digo, o erro foi o assinalar do pontapé de canto e os cantos estão completamente fora do protocolo, nem sequer se equacionou alguma vez, em termos de regulamento de arbitragem, que um canto ou um lançamento pudesse ser visto pelo VAR", explicou o árbitro em declarações ao JN.
Refira-se que na sequência do lance, os protestos dos jogadores do Santa Clara levaram o árbitro a expulsar Adriano.