Pessoas

Filho da princesa Mette-Marit detido novamente horas antes de mediático julgamento

Marius Borg começa a ser julgado esta terça-feira por múltiplos crimes, incluindo violência doméstica e posse de drogas Foto: Hakon Mosvold Larsen/AFP

Marius Borg, filho da princesa Mette-Marit da Noruega, foi detido domingo à noite por agressão e ameaça com faca. A decisão sobre se ficará em prisão preventiva será conhecida esta segunda-feira, a poucas horas do início do seu julgamento por múltiplos crimes, incluindo violência doméstica e posse de drogas.

Com um histórico problemático na Justiça, Marius Borg foi detido menos de 48 horas antes do que tem sido apelidado de "o caso do século" na Noruega. A Polícia recebeu denúncias de agressão, ameaça com arma branca e incumprimento de uma ordem de afastamento. O jovem apresenta-se esta terça-feira no Tribunal do Distrito de Oslo, respondendo a 38 acusações.

Entre os processos mais graves estão alegações de violência doméstica e violações a mulheres inconscientes, que Marius nega. Outros processos dizem respeito ao transporte de drogas. O julgamento deverá prolongar-se por sete semanas.

Esta é a quarta detenção de Marius desde agosto de 2024, quando ocorreu o primeiro incidente violento contra a sua ex-namorada. Em novembro de 2025 voltou a ser detido por agressão e, em janeiro deste ano, surgiram novas acusações por posse de drogas com agravantes, incumprimento de ordem de afastamento e infrações de trânsito, que ele próprio admitiu.

A detenção coincide com a divulgação de documentos que revelam ligações da princesa Mette-Marit ao milionário norte-americano Jeffrey Epstein. Os registos mostram que a princesa esteve na ilha do magnata durante quatro dias em 2013 e manteve trocas de e-mails próximas e de confiança durante vários anos. Num desses e-mails, Mette-Marit questionava se seria "inapropriado" que o filho, então com 15 anos, tivesse como papel de parede uma imagem de mulheres nuas.

Após a divulgação destes documentos, a princesa pediu desculpa publicamente. A opinião pública escandinava debate agora se poderá vir a tornar-se rainha.

Sara Oliveira