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"Dias da Dança" adiado para 2021 mas não perdido

"Dias da Dança" adiado para 2021 mas não perdido

O Festival Dias da Dança (DDD), que deveria decorrer entre 18 de abril e 3 de maio, entre o Porto, Gaia, Matosinhos, Viana do Castelo e, pela primeira vez, Coimbra, foi atirado para 2021, devido à Covid-19.

O Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), que desde o ano passado acontece a par com o DDD, foi também cancelado, anunciou a organização, ao final da manhã desta sexta-feira.

O DDD terá a sua quinta edição adiada mas não perdida. "Uma edição copy-paste" foi a solução encontrada por Tiago Guedes, diretor artístico do Teatro Municipal do Porto e curador do DDD. "Na ronda pelos parceiros institucionais, salas de espetáculos, artistas, e formadores, todos se mostraram contentes com esta proposta de réplica de 2020. Agora passámos a uma outra fase, que é a de acertar os calendários da temporada, porque há artistas que já tinham trabalho para essas datas", afirmou, ao JN, Tiago Guedes. Até agora, nenhum artista recusou o adiamento.

O DDD tinha previstas duas dezenas de espetáculos nacionais e internacionais, formações e apresentações em espaços públicos, que serão agora reagendadas para o período entre 17 de abril e 2 de maio de 2021.

A designada "Semana+", período de interceção entre o DDD e o FITEI dedicado a mostrar aos programadores internacionais os espetáculos nacionais escolhidos pelos diretores dos dois festivais, fica em suspenso.

Encontros adiados

Apesar de a quinta edição do DDD nunca ter sido apresentada formalmente, há nomes que já se conheciam. É o caso do espetáculo "Marry me in Bassiani", do coletivo (LA)HORDE. A apresentação do italiano Alessandro Sciarroni, Leão de Ouro da Bienal de Dança de Veneza 2019, e a coreógrafa francesa Phia Ménard são duas estreias aguardadas para 2021.

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Havia também expectativa em relação a repetentes asiáticos, como a filipina Eisa Jocson, que iria apresentar o seu primeiro dueto, "Princess", a partir da figura icónica de "Branca de Neve". Também a presença da coreana Eun-Me Ahn, que já esteve no Rivoli com "Dancing Grandmothers", era das mais aguardadas. Entre os workshops de dança, também estavam assegurados dois nomes notáveis: David Zambrano e Mathilde Monnier.

Quanto aos espetáculos que deviam ter passado pelo Teatro Municipal do Porto durante este mês, como o de Anne Teresa de Keersmaeker, Tiago Guedes diz estar "a tentar recolocá-los na temporada". Importante agora, diz, é que "no final da pandemia estejam todos (público, programadores e artistas) fortes animicamente para dar o seu melhor".

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