
Marie Chouinard apresenta-se em dose dupla este sábado no Guidance
Foto: Direitos reservados
Marie Chouinard, 70 anos, mítica coreógrafa canadiana, nome inscrito na história da dança contemporânea mundial apresenta-se em dose dupla, este sábado no Festival GUIdance, em Guimarães. O Centro Cultural Vila Flor irá receber as obras "Magnificat e Body Remix Remix".
"Body Remix/ Goldberg Variations" tornou-se um marco na dança contemporânea pela sua exploração radical de liberdade e restrição. O que significa revisitar e condensar um trabalho tão emblemático hoje, quase vinte anos depois?
Na verdade, não é exatamente que revisamos, porque foi realizada regularmente. Então, é mais um processo contínuo desde que foi nascida, digamos. É sempre interessante porque temos tantas coreografias diferentes no repertório, então estamos sempre a voltar para uma peça e para outra peça, e esse viajar de uma peça para outra é enriquecedor, porque, digamos, mesmo quando fazemos uma nova criação, ela enriquece a nossa perceção do mundo e então vamos... quando nós performamos novamente uma peça que nós temos feito tantas vezes, mas uma peça que foi criada no passado, de alguma forma descobrimos outros aspetos nesta peça. Eu não posso dar um exemplo preciso, mas é como um sentimento de que quanto mais nós fazemos uma peça, quanto mais ela é enriquecida por todas as nossas experiências.

