Estes são os cinco sinais de que a sua relação tem integridade emocional, e ainda bem!

Em tempo de balanços, veja como recentrar a relação para uma vida a dois mais íntegra
Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens
Manter uma relação, independentemente da sua duração, é um desafio para ambos diante de todas contrariedades e problemas que um casal vive e enfrenta. A integridade emocional surge como trave mestra para manter viva e saudável a união, sem silêncios e sem a anulação de ninguém.
A disparidade de pontos de vistas, as fases de silêncio e até algum distanciamento na relação podem não ser significado de rutura. Tudo depende da intensidade, da duração e, claro, da capacidade de conexão emocional que existe para lá dos desafios quotidianos. Nem tudo é sinal de fim, bem pelo contrário. Importa valorizar o que se construiu e o que se sente antes de tomar medidas mais radicais.
Para tirar a limpo todas as dúvidas que possam existir no seio do casal, a psicóloga clínica e terapeuta Jonice Webb definiu, ao site Psychology Today, cinco eixos que ajudam a recentrar a natureza da relação e a valorizar o que é prioritário, mesmo quando tudo parece indicar o contrário.
A especialista aborda a "integridade emocional" como caminho saudável de conexão entre os elementos do casal, uma ferramenta que permite "construir proximidade verdadeira", na qual se pressupõe que "ambos são emocionalmente honestos, seguros e consistentes".
Abaixo, veja a lista de cinco sinais, reconheça-se neles ou melhore e ajude a melhorar aqueles que ainda carecem de alguma atenção por parte dos dois elementos.
Sentimentos reais, mesmo que desconfortáveis: Webb vinca que é importante deixar de fingir que está tudo bem quando efetivamente não está ou algo provocou mágoa. Importa conversar, diz Jonice. "No início, este tipo de abertura pode parecer arriscado ou estranho por temer que o parceiro não entenda, mas a honestidade emocional vai permitir que ambos se sintam reconhecidos e vistos.
Confiante em si mesma: Não há relação saudável sem que as pessoas se apresentem como realmente são. Mais uma vez, o fingimento não é caminho e só dissolve a confiança que sente em si própria. A psicóloga clínica recomenda que é importante "poder ser autêntico sem medo de ser criticado, rejeitado ou diminuído, poder rir livremente, expressar incertezas e partilhar opiniões mesmo quando são diferentes".
Limites que não se ultrapassam: Nesta recomendação dirigida ao conflito, a especialista lembra que a discordância não é passaporte para o desrespeito. "Casais saudáveis sabem que amor e limites caminham lado a lado", afirma a terapeuta. E especifica: "Os limites protegem a segurança emocional. Sem eles, o ressentimento cresce e a confiança desgasta-se."
Problemas devem ser enfrentados: Quando o silêncio parece ser uma solução, pense duas vezes se não se trata antes de agigantar um fosso. Ignorar uma dificuldade, um obstáculo ou adiar um confronto pode ser o início de uma distância desnecessária. "Integridade emocional significa escolher enfrentar os problemas diretamente, mesmo quando é desconfortável", afirma Jonice Webb.
Responsabilidade assumida de parte a parte: Longe da perfeição, as relações têm também momentos de dor e de mágoa. Perceber de parte a parte o que se infligiu ao outro, saber pedir desculpa e aceitar corrigir o que está errado é essencial para que a relação continue a ter margem para crescer.
