
Internacional argentino foi transferido do Benfica para o Real Madrid por 33 milhões de euros
Foto: Mário Vasa
Di María e Ezequiel Garay, antigos jogadores do Benfica e Real Madrid, fizeram as previsões para o duelo ibérico na última jornada da fase de liga da Champions.
Ángel Di María chegou à Luz em 2007, onde brilhou e acabou por ser transferido para o Real Madrid a troco de 33 milhões de euros. Nos galáticos não baixou de rendimento e durante cinco temporadas foi dos jogadores mais influentes, saindo com uma Liga dos Campeões na mala. Hoje em dia diz que é difícil escolher entre os dois emblemas.
"O meu coração? Nesta situação fica no meio [risos]. O Real Madrid está quase qualificado e o Benfica tem a situação mais complicada, mas não consigo escolher. Fui muito feliz nos dois sítios e não posso escolher. Que seja o que Deus quiser", começou por dizer ao jornal espanhol "As", antes de contar como se deu a transferência para Espanha.
"Fui vivendo o dia a dia até que, no meu terceiro ano em Portugal, explodi e comecei a receber propostas dos maiores clubes da Europa. Quando apareceu o Real Madrid, era óbvio que eu não podia dizer não. É o maior clube do Mundo e foi um privilégio poder ir para lá. Foi um desafio maravilhoso, porque alcancei o nível mais alto que um jogador pode atingir num clube".
Por lá encontrou José Mourinho, de quem diz maravilhas e reforça o estatuto de "número um". "A mim deu-me tudo e estarei sempre agradecido a Mourinho. Deu a cara por mim para que fosse para o Real Madrid depois do Mundial 2010, que não foi bom em termos de rendimento pessoal. Apoiou-me para que estivesse ao seu lado".
Coração de Garay "pende mais para o Benfica"
Por outro lado, o compatriota Ezequiel Garay teve o trajeto diferente. Não singrou nos madrilenos e acabou por encontrar nos encarnados a estabilidade que necessitava para crescer e solidifcar-se como um dos melhores na posição do futebol português. Um episódio que reviveu.
"É difícil sair de um clube como o Real Madrid. Entendi que o que mais gostava era de jogar, que precisava de ritmo, de jogar vários jogos seguidos. O Benfica ia dar-me isso. O meu coração pende mais para o Benfica. Pelos anos que lá passei, como pessoa e como futebolista. Foram dos meus melhores anos. Devo muito a esse clube e às pessoas. A um clube como o Real Madrid nunca se pode dizer que não. É um mundo à parte", disse.
A par do compatriota também cruzou caminho com Mourinho na capital espanhola. "Tem uma personalidade muito grande, muito forte. Que é o que uma equipa precisa. Era algo que fazia falta no Real Madrid. O poder competir, ver o que o Real Madrid é na realidade. E isso refletiu-se muitíssimo com ele", rematou.

