
Às 8 horas, já havia fila
Foto: Miguel Pereira
Centenas de adeptos deslocaram-se, este sábado, às instalações da Casa do Benfica em Paredes para participarem nas eleições do clube, numa afluência sem precedentes e que obrigou a maioria a grandes doses de paciência devido ao tempo de espera. Presidente da casa queixou-se da falta de mesas de voto.
Mais do que habituada a enchentes sempre que as papoilas saltitantes vibram nos relvados, mesmo assim a Casa do Benfica em Paredes viveu este sábado um dia sem precedentes. Assim põe as coisas quem anda por lá há anos e anos. Não há memória de nada igual, e parecido só quando é altura de festejar títulos. Desta vez, e a fazer jus ao ato eleitoral mais concorrido na história do futebol mundial, o amor às águias ultrapassou as fronteiras das instalações, já por si gigantes - é uma das maiores casas do Benfica no país -, entupiu os corredores do prédio e até o trânsito teve dificuldades em fluir normalmente desde manhã cedo. Às 8 horas, já havia fila e ela ainda lá estava, maior até, às 22 horas, altura em que se fecharam as portas aos votantes. "A afluência foi muito maior do que em 2021", confirmou Fernando Mendes, presidente da casa, ao JN.



Homens e mulheres, pessoas mais novas e mais velhas, outras com crianças ao colo ou pela mão, umas a vir do Porto, outras de Guimarães. No "Marquês do Norte", como também é conhecido, o benfiquismo respirou-se em várias idades, géneros e sotaques. A mobilização foi de tal ordem que outras desistiram e foram procurar nas redondezas nortenhas uma alternativa onde fosse mais rápido votar. Provavelmente, encontraram. "Não faz qualquer sentido uma casa destas, que mobiliza tanta gente, ter apenas duas mesas de voto. É muito pouco", lamentou Fernando Mendes, mostrando compreensão quanto às queixas sussurradas aqui e ali, mas cada vez mais audíveis à medida que o dia ia avançando, devido ao tempo de espera, que chegou às... quatro horas.

Fotos: Miguel Pereira
A maioria, contudo, foi exemplo de estoicismo e de paciência. Entreteu-se como deu. Em conversas, com cânticos e até tochas, mas também a beber e a comer, com muitos a fazerem as refeições na fila, vincando como as eleições também foram boas para o negócio. Idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou acompanhadas de crianças mais pequenas tiveram prioridade, como manda o civismo.
Para os delegados presentes em Paredes, encarregues de organizar e supervisionar o processo de votação, entre eles membros das listas de Rui Costa, Noronha Lopes e João Diogo Manteigas, a noite ainda vai prolongar-se, com a previsão de que a contagem dos votos só ficará concluída bem para lá da hora estipulada para o fecho das urnas.
