Farioli diz que Casa Pia é "mais importante" para o F. C. Porto do que o Sporting

Francesco Farioli ainda não pensa no clássico com o Sporting
Foto: Lusa
Treinador do F. C. Porto, Francesco Farioli, afasta o clássico de dia 9 do horizonte porque quer ganhar primeiro ao Casa Pia
No fecho da 20.ª jornada da Liga portuguesa, o F. C. Porto joga na segunda-feira com o Casa Pia, em Rio Maior, uma semana antes de receber o Sporting, e o treinador dos dragões tem as prioridades bem definidas.
"Percebo a perceção do ponto de vista de quem está de fora. Todos estão de olhos postos no jogo de 9 [contra o Sporting], mas para nós o mais importante é o jogo do dia 2, até porque o Casa Pia tentará certamente jogar todas as cartas em campo para tentar surpreender-nos. Não vamos mudar a nossa forma de abordar os jogos, fazer cálculos sobre o futuro ou qualquer tipo de gestão dos jogadores. O mais importante para nós é o presente e o presente é precisamente o Casa Pia. É esse adversário que merece a nossa atenção neste momento", afirmou Francesco Farioli, comentando as palavras de André Villas-Boas, que sublinhou a importância do mês de fevereiro, no editorial da revista "Dragões"
"Concordo que será um mês muito importante, como serão os meses de março, abril e maio. O nosso foco deve estar sempre no próximo jogo, não só dos jogadores, mas de todos os que trabalham em torno da equipa. O trabalho feito para reduzir distâncias em relação aos rivais [a nível da qualidade do plantel] tem sido muito positivo. Ainda estamos no processo de atingir o nível que um clube como o F. C. Porto merece. Agora, cabe-nos transformar os objetivos do clube em algo concreto", sublinhou.
Sobre o facto de, nas próximas semanas, a equipa portista ter jogos apenas de oito em oito dias, Farioli foi cauteloso. "Será um mês estranho para nós, haverá uma diferença nas rotinas. No papel parece tudo muito bem porque teremos mais trabalho para trabalhar e para colocar as coisas no rumo certo. Mas baixar um pouco o ritmo de trabalho tem de levar-nos a aumentar a nossa concentração. Temos de estar preparados do ponto de vista físico e mental também, até porque os últimos meses da temporada serão decisivos para nós", disse, falando ainda do impacto dos resultados das competições europeias no campeonato.
"O que eu sei e o que eu vou repetir é que nada disto me surpreende. Quando vim para cá, sabia que vinha para um campeonato muito competitivo. O meu staff tentou fazer o trabalho de casa e quando aqui chegámos encontrámos exatamente aquilo que tínhamos visto: um campeonato muito competitivo, com equipas que têm estado muito bem na Liga dos Campeões, com outra equipa a terminar também no top-8 da Liga Europa. Tudo isto mostra a qualidade do campeonato português e dos treinadores portugueses. Tendo em conta que também fazemos parte do futebol português, só temos de estar satisfeitos por estes resultados desportivos, até porque isso eleva ainda mais a qualidade das competições e das equipas", disse.
Em relação à chegada iminente de mais um reforço de inverno [Seko Fofana], o técnico italiano não se alongou. "Não posso negar que há coisas que estão a acontecer nos bastidores, muito provavelmente haverá mais uma entrada e uma saída no plantel. Compreendo a questão, até porque o mercado está a acabar, mas a nossa prioridade é o jogo de amanhã, que é muito importante para nós", indicou, com palavras para Terem Moffi, avançado que já está a treinar no Olival, depois de ter sido emprestado pelo Nice.
"Estamos muito contentes com a equipa, mas tal como dissemos anteriormente, estamos atentos a algumas possibilidades. O Moffi é um jogador que eu conheço muito bem, jogou contra nós na Liga Europa. Tem características semelhantes às do Samu, mas pode acrescentar algumas variantes diferentes. Considerámos que seria importante ter mais uma solução na frente, tendo em conta as competições em que estamos inseridos. O trabalho do presidente tem sido importante. É preciso manter o balanço do plantel e trazer sempre os melhores jogadores, dentro do que é possível, tanto em termos financeiros como em termos de equilíbrio de plantel", reforçou.
Voltando ao jogo com o Casa Pia, Farioli também abordou o contexto do jogo no que às condições meteorológicas diz respeito, até porque Rio Maior localiza-se perto das regiões mais afetadas pela tempestade da semana passada. "O terreno muito provavelmente não estará nas melhores condições, mas isto é muito mais do que o relvado de amanhã. Tudo o que tem acontecido em Portugal deixa-nos preocupados e com alguns sentimentos. Há alguns dias, também no meu país vivemos uma situação semelhante, especialmente na cidade de onde é a minha mulher. Ficou tudo destruído. Como temos visto nas televisões, muitas pessoas não têm teto. É verdade que amanhã o terreno não estará muito provavelmente nas melhores condições, mas isso não é nada que se compare com tudo o que as pessoas estão a viver neste momento".

