José Mourinho e o duelo decisivo em Madrid: "Vamos lá ver se não vem o Anthony Taylor"

José Mourinho reagiu à derrota com o Real Madrid
Foto: Mário Vasa
José Mourinho, treinador do Benfica, reagiu à derrota, na Luz, frente ao Real Madrid.
"Fecharam-se, fecharam-se bem. Duas linhas de quatro, com os dois ultra rápidos na frente. Nós entrámos bem, diria mesmo muito bem. Depois começamos a perder demasiadas bolas e eles a sair com perigo ainda na primeira parte", começou José Mourinho por analisar o jogo, antes de falar sobre a segunda parte.
"Depois a seguir ao golo, o jogo passou a ser mais de instabilidade e emoção, do que cérbero e controlo. Foi sem o brilho que acho que a primeira parte teve. Dos dois lados. O Real soube ter bola e encontrar as nossas costas quando estávamos em bloco baixo. Na segunda parte É um golo fantástico e depois não há jogo", acrescentou.
Nos instantes a seguir ao golo, Prestianni e Vinicius Júnior tiveram um desentendimento, acabando com o brasileiro a acusar o extremo argentino de alegados insultos racistas. Durante esse momento quente, o técnico setubalense foi visto a falar com o internacional canarinho e explicou o que lhe disse.
"Uma coisa é o que o Vinícius diz, outra é o que o Prestianni diz. São coisas completamente diferentes. Aquilo que disse ao Vinícius, de um modo independente, não estando a defender a minha dama, é que quando se faz um golo daqueles sai-se em ombros. Não se vai mexer com o coração do estádio adversário. Como dizem em Espanha, quem marca um golo daqueles, corta o rabo, a orelha e sai em ombros. Não acaba o encontro. E ele acabou o encontro", referiu, antes de explicar o incidente com o árbitro.
"Tenho 1400 jogos de futebol, 200 e tal de Europa, e a coisa é muito simples. Ele tinha um papelinho que dizia o seguinte: Huijsen, Carreras e Tchouaméni se tiverem amarelo não podem jogar. E alguém lhe disse "estes não podem levar amarelo". Carreras com uma simulação grotesca não leva amarelo. Tchouaméni com 10 faltas não leva amarelo. Constatei um facto. Depois com a sua arrogância expulsou-me. Está bem, não há crise", mencionou, antes de olhar para o futuro.
"Agora é descansar, pensar no jogo do Aves e depois logo pensaremos no jogo de Madrid. O que disse ao jogadores é simples: não se trata de pontos, estamos a perder 1-0, vamos jogar contra uma equipa fantástica, num estádio que puxa, e vamos lá ver se não vem o Anthony Taylor [árbitro]", finalizou.

