Presidente do V. Guimarães e os direitos televisivos: "Tenho receio que o Governo comece a adiar o prazo"

Presidente do V. Guimarães
Foto: Carlos Carneiro
Em entrevista ao zerozero, António Miguel Cardoso, presidente do V. Guimarães, abordou a centralização dos direitos televisivos no futebol português, obrigatória por decreto-lei partir de 2028/2029, receando que o Governo possa adiar o prazo.
"O Governo devia manter o prazo para a centralização dos direitos televisivos, tenho receio que se comece a adiar por mais um ano ou dois, por pressão dos adeptos ou falta de acordo. Penso que quem está a trabalhar nesse caso, está a trabalhar bem. É possível chegar a um modelo democrático, mas é preciso que os clubes se envolvam todos", lembrou.
Sobre a possível fatia que o V. Guimarães possa vir a receber, o presidente dos conquistadores não tem dúvidas que "tudo depende do valor em que o futebol português é vendido". "O futebol português tem muita qualidade, mas precisa de ter mais espetáculo e mais produto. Só assim o valor será maior", afirma.
Já quanto ao modelo de distribuição, António Miguel Cardoso tem uma visão clara. "A forma de distribuição tem que ser sempre a mesma. Quem fica em quinto tem que receber mais do que quem fica em sétimo. Tem que haver mérito desportivo, tamanho do clube e uma distribuição por todos", destaca.
Questionado sobre a possível mudança de alguns patrocinadores, acredita que "não se vai perder nenhum". "Todos os nossos parceiros sabem que existem centralização e também estão a trabalhar com a Liga", concluiu.

