
João Pinheiro, árbitro principal do encontro
Foto: Eduardo Costa/EPA
Rui Silva voltou ao centro das atenções, agora como VAR no Santa Clara-Sporting (2-3), ao demorar 12 minutos para validar um penálti polémico já nos descontos, decisão que revoltou os açorianos e reacendeu críticas ao seu passado no Apito Dourado, no qual chegou a ser suspenso por 20 meses.
Rui Silva, atual videoárbitro da Liga, esteve no centro da polémica no jogo Santa Clara-Sporting, para a Taça de Portugal, ao demorar cerca de 12 minutos a analisar o penálti que permitiu o empate aos leões no final do tempo regulamentar. A atuação gerou fortes críticas, nomeadamente do presidente do Santa Clara, que pediu acesso às comunicações entre o árbitro principal, João Pinheiro, e Rui Silva, sugerindo mesmo a possibilidade de pedir a anulação do jogo.
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O caso reacendeu a memória de episódios anteriores na carreira do árbitro de Vila Real. Em 2009, Rui Silva foi suspenso durante 20 meses no âmbito do processo Apito Dourado, por alegada falsificação do relatório de jogo. O caso valeu-lhe uma das punições mais pesadas aplicadas a árbitros no contexto daquela investigação de corrupção desportiva.
Em 2012, o Beira-Mar contestou duramente a sua arbitragem num jogo da Taça com o Arouca, relembrando precisamente o seu passado ligado ao Apito Dourado e a suspensão sofrida. No final da época passada, já como VAR, Rui Silva também foi criticado pelo técnico José Morais na Turquia, que o acusou de instruções erradas em decisões cruciais.
"Não houve decisões justas em campo. Não as decisões do árbitro, mas as do VAR tiveram um impacto enorme no jogo e no desfecho da prova", relatou após a derrota no campeonato turco.

