F. C. Porto - Rio Ave

Dragão continua a somar em pleno ciclo de fogo

Dragão continua a somar em pleno ciclo de fogo

F. C. Porto vence o Rio Ave, sem brilho, mas com consistência e dois golos nos momentos certos. Luis Díaz e Evanilson consumaram o triunfo portista

No início de um mês em que os jogos se sucederão a um ritmo alucinante, quase sempre de três em três dias, o F. C. Porto manteve o rumo vitorioso das duas partidas anteriores e derrotou um Rio Ave que teve Miguel Cardoso em estreia no banco, nesta segunda passagem pelo clube vila-condense. Um golo a fechar a primeira parte e outro à entrada para o último quarto de hora, quando os visitantes ainda acreditavam no empate, valeram mais três pontos aos dragões, que deram sinais de algum cansaço, mas conseguiram superá-lo com uma exibição mais consistente do que brilhante.

Sem Otávio, Conceição devolveu Sérgio Oliveira e Marega ao onze portista e o início do jogo trouxe uma torrente atacante na direção da baliza do Rio Ave. Percebeu-se que o F. C. Porto queria resolver o problema depressa, enquanto as pernas estavam frescas, mas o objetivo saiu furado porque Luis Díaz, sobretudo ele, mas também Marega e Taremi, não tinham a mira bem calibrada.

O Rio Ave sobreviveu a essa entrada forte dos dragões e foi controlando bem os acontecimentos, mas escapou-lhe o derradeiro minuto do primeiro tempo. Num lance que não prometia grande coisa, Zaidu serviu Díaz, que tocou de peito para Taremi, este permitiu a defesa de Kieszek, mas o colombiano estava no sítio certo e fez a recarga para as redes. Estava feito o 1-0, num momento ideal na perspetiva portista, que permitiu uma abordagem mais tranquila à segunda parte.

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Miguel Cardoso procurou dar mais qualidade à posse de bola vila-condense com a entrada de Francisco Geraldes no reatamento, mas, tudo bem espremido, o Rio Ave só conseguiu criar perigo num desvio de Mbemba que quase dava autogolo. A ganhar e sem a energia do início do jogo, o F. C. Porto geriu o esforço e a vantagem, com o bónus de Sérgio Conceição ter feito uma substituição que se revelou certeira: aos 67 minutos, Evanilson rendeu o apagado Marega e, pouco depois, aproveitou com eficácia a melhor jogada de Taremi em toda a partida, desviando de primeira para o 2-0.

O assomo final de um Rio Ave condenado à derrota não teve efeitos práticos e a baliza de Marchesín esteve em segurança até ao último apito de Nuno Almeida.

Positivo

Luis Díaz fartou-se de tentar e teve o prémio do golo mesmo em cima do intervalo. Em noite desinspirada na finalização, Taremi teve arte e engenho para servir o eficaz Evanilson na jogada do 2-0.

Negativo

O Rio Ave foi pouco atrevido no Dragão e só subiu no terreno quando já estava a perder por dois golos. Corona esteve longe do nível habitual e Marega foi pouco mais do que desastrado até ser substituído.

Árbitro

Arbitragem sem grandes problemas de Nuno Almeida, numa noite em que os jogadores lhe facilitaram a vida. Lances polémicos, nem vê-los. Coisa rara na liga portuguesa.

Veja o resumo do jogo

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