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Benfica perde na Grécia (0-1) com Olympiakos

Benfica perde na Grécia (0-1) com Olympiakos

O Benfica perdeu, esta terça-feira à noite, por 1-0, com o Olympiakos, na Grécia, e complicou as contas do apuramento no grupo C da Liga dos Campeões. O minuto 13 foi de azar para a equipa portuguesa, já que Manolas, de cabeça, após um canto, deu vantagem ao Olympiakos.

O guarda-redes Roberto, que foi muito criticado quando esteve ao serviço do Benfica, acabou por ser o protagonista da partida, ao realizar um punhado de defesas, que impediram que o Benfica chegasse, pelo menos, à igualdade.

Na segunda parte, a equipa de Jorge Jesus acentuou o seu domínio, mas revelou-se ineficaz e encontrou o guarda-redes espanhol em noite inspirada.

O jogo desta terça-feira, no Pireu, parece difícil mas é tão fácil de descrever! A águia podia e devia ter ganho ao Olympiacos por dois ou três golos de diferença, mas perdeu... Teve mais posse de bola, muito mais remates à baliza e, principalmente, qualidade de jogo e ganas de ganhar. Os deuses do Olimpo, situados a muito poucos quilómetros do Estádio Karaiskakis, nada quiseram, porém, com os encarnados.

Houve uma falta de eficácia tremenda, estampada em grande parte nos pés e nas mãos de Roberto, autor de uma exibição quase sobrenatural e que vingou o gozo de que foi alvo em Lisboa, quando permitiu o 1-1, na Luz. E, claro, é impossível esquecer o golo de Manolas. O central correu sozinho, na grande área do Benfica, e cabeceou como quis. Erro brutal dos lisboetas. Agora, a qualificação para os oitavos tornou-se uma miragem. O Olympiacos precisa apenas de um triunfo para se apurar e recebe o Anderlecht na última jornada...

O Benfica não deu descanso ao adversário no que foi uma tragicomédia grega. A aposta de Jorge Jesus em Rúben Amorim revelou-se acertada. A equipa esteve quase sempre em superioridade numérica no meio-campo e circulou a bola com excecional conforto. As linhas de passe abriram-se com frequência nunca vista esta época, ora na esquerda, por um irregular Gaitán, ora na direita, por Markovic - inteligente no posicionamento, mas infeliz no remate final - e, às vezes, por Enzo Pérez. À exceção dos últimos minutos, em que o Karaiskakis, enlouqueceu, o silêncio foi quase absoluto.

Atarantado, sem o que saber fazer no relvado, o Olympiacos quis muito que o tempo passasse. Muito lento para os gregos, muito rápido para o Benfica que, apesar de tanta oportunidade desperdiçada fazer desesperar o mais paciente, nunca desistiu de chegar ao empate. Merecia-o, sem dúvida, mas o futebol não se compadece com vitórias morais.

As entradas de Lima, Ivan Cavaleiro e de Djuricic foram as últimas cartadas de Jesus. Houve mais velocidade, é certo, mas também, mais coração e, por consequência, mais trapalhada. Vai custar a digerir esta derrota aos benfiquistas, que tão cedo não será esquecida.

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