Presidente da Liga

Proença quer penas mais severas para erradicar o racismo do futebol

Proença quer penas mais severas para erradicar o racismo do futebol

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, disse esta sexta-feira que a sociedade portuguesa deve atuar no combate ao racismo, violência, xenofobia e intolerância.

A Liga vai lançar durante este fim de semana uma campanha com o nome 'Não', que decorrerá durante a 22.ª jornada da Liga e LigaPro, numa resposta ao incidente dos insultos racistas ao futebolista do F. C. Porto Moussa Marega, durante o encontro entre Vitória de Guimarães e os dragões da 21.ª jornada - vitória azul e branca por 2-1 -, em que o avançado maliano abandonou o recinto de jogo.

André Villas-Boas, Alan, Jorge Andrade, Helton, Nuno Gomes, Ricardo, Chainho, Neno, Manuel Fernandes, Paulo Futre, Ricardo Rocha, Hélder Postiga, Costinha deram a cara pela campanha.

"A primeira mensagem que deixo é que a sociedade portuguesa deve dar uma resposta no combate ao racismo, violência, xenofobia e intolerância. A Liga está desde 2015 na primeira linha deste combate e esta campanha é mais um sinal de intolerância para com estes fenómenos", disse à agência Lusa Pedro Proença.

Como ação imediata, além desta campanha, Pedro Proença explicou que agora "vão ser revistos todos os artigos do regulamento disciplinar da Liga e vai ser pedido um agravamento no que concerne ao combate à violência, racismo e intolerância".

"Deste modo, pretendemos que já para o ano haja um agravamento claro, para que comportamentos destes sejam erradicados do futebol", sublinhou.

Pedro Proença lembrou ainda que "na responsabilização penal, estes comportamentos são crime, pelo que é necessária rapidez nas decisões em casos como o de Guimarães e noutros semelhantes", tendo salientado ainda que, apesar de a Liga querer liderar o processo, "é necessário que os poderes executivo e judicial cumpram as suas obrigações nesta matéria".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG