
Os trabalhadores da EDP criticaram, esta sexta-feira, a venda de 21,35% da empresa aos chineses da Three Gorges por sacrificar "simultaneamente os direitos dos seus trabalhadores e os direitos dos consumidores portugueses".
Em comunicado, a comissão de trabalhadores do grupo EDP indica que o Governo teve uma decisão "condenável" e está em desacordo com a operação porque "constitui uma venda prejudicial do património público nacional e violação da obrigação e dever do Estado de defesa da soberania e interesses superiores do nosso país".
Para os trabalhadores da eléctrica, com a venda à Three Gorges, "o Governo sacrifica simultaneamente os direitos dos seus trabalhadores e os direitos dos consumidores portugueses, entregando de bandeja aos interesses estrangeiros uma empresa que regista lucros anuais superiores aos mil milhões de euros".
Perante esta privatização, os trabalhadores "repudiam desde já qualquer tentativa de lhes serem retirados direitos contratuais livremente negociados entre as partes ao longo de décadas, como sejam uma maior precarização dos postos de trabalho, mais diminuições nos seus vencimentos reais, mais cortes nos complementos salariais em vigor".
O Governo anunciou na quinta-feira que os chineses da Three Gorges Corporation foram os escolhidos para a aquisição da participação pública de 21,35% na EDP, pagando 2,7 mil milhões de euros. Os chineses comprometem-se também a investir mais 6 mil milhões de euros na EDP.
Pelo caminho ficaram o grupo alemão E.On e as empresas brasileiras Eletrobras e Cemig.
