UGT mantém greve geral para dia 11, mas reconhece vontade de negociar do Governo

Mário Mourão disse que a desconvocação da greve geral nunca esteve em cima da mesa
Foto: Filipe Amorim/Lusa
A União Geral de Trabalhadores (UGT) vai manter a greve geral para dia 11 de dezembro. "Essa questão nunca esteve em cima da mesa", disse Mário Mourão, à saída da reunião com o primeiro-ministro e a ministra do Trabalho.
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"Foi uma reunião construtiva. A UGT demonstrou vontade de continuar a negociação e Governo também mostrou vontade. A greve vai manter-se, essa questão nunca esteve em cima da mesa. Vamos ver se há margem ou não para um acordo", referiu o secretário-geral da UGT aos jornalistas, à saída da reunião, no Palácio de São Bento, esta terça-feira.
Mário Mourão apontou que "até à greve geral não é possível dar passos para haver algum acordo ou perto de um acordo". A reunião desta terça-feira, afirmou o secretário-geral da UGT, serviu para explicar as motivações da greve geral de dia 11 e ajudou a aliviar a "tensão". "Houve disponibilidade do Governo para alargar ao tempo necessário a aproximação entre as partes", declarou.
O responsável sindical disse ainda que "há disponibilidade para discutir tudo, sem linhas vermelhas".
O ministro das Infraestruturas e da Habitação afirmou, esta terça-feira, que o Governo vai tentar minimizar os impactos da greve geral em várias áreas, como aeroportos, metros e comboios.
A greve geral de 11 de dezembro foi convocada pela UGT e pela CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses). É a primeira paralisação geral conjunta desde 2013, altura em que a Troika estava em Portugal.

