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Estado fica com 72,5% da TAP

Estado fica com 72,5% da TAP

O Governo anunciou esta quinta-feira que o Estado reforçou a sua posição na TAP, passando agora a deter 72,5% da empresa. A nacionalização da transportadora, que chegou a estar em cima da mesa, acabou por ser evitada. O ministro das Infraestruturas avisou que o CEO da companhia, Antonoaldo Neves, está de saída.

"De forma a evitar o colapso da empresa, o Governo optou por chegar a um acordo com os acionistas privados para comprar parte da sua posição por 55 milhões de euros. O Estado passa, assim, a ficar com 72,5% do capital da TAP", disse o ministro das Finanças, João Leão.

O governante defendeu que a TAP desempenha um papel "decisivo" na economia do país e que, como tal, era "obrigação" do Estado garantir a sustentabilidade da empresa e não abdicar da sua posição estratégica.

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, referiu que este é um "momento importante" e que, apesar de não ter sido "a opção inicial", a solução encontrada permite garantir a paz na empresa e evitar " qualquer litigância futura".

O Governo chegou a acordo com David Neeleman, o sócio do português Humberto Pedrosa na Atlantic Gateway, que detém 45% da companhia aérea, para alienar a sua participação.

O Estado ficará com os 22,5% que o amero-brasileiro Neeleman ainda tem. Já Pedrosa, dono da Barraqueiro, mantém os seus 22,5% do capital da transportadora nacional. Os trabalhadores continuam na posse dos restantes 5%.

O CEO da TAP, Antonoaldo Neves, com quem o ministro entrou em rota de colisão há meses por causa dos prémios de milhões entregues a gestores, vai deixar a liderança da empresa.

Pedro Nuno Santos disse que "há rotas que só são viáveis e lucrativas porque são feitas a partir do 'hub' de Lisboa".

Assim sendo, argumentou, caso o Estado se demitisse das suas responsabilidades, essas mesmas rotas "deixariam de ser viáveis e interessantes" para qualquer empresa. Se o Governo abrisse mão da TAP, o aeroporto de Lisboa "deixava de ser um 'hub'" e Madrid passaria a assumir esse papel na Península Ibérica.

O ministro não se quis comprometer, para já, com um número de trabalhadores a serem despedidos na reestruturação da TAP, afirmando que não há "inevitabilidades".

Pedro Nuno Santos reconheceu que está a ser pedido um "esforço financeiro" aos portugueses, mas prometeu "rigor" e assegurou que a TAP é "demasiado importante para o país" para o Governo abdicar dela.

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