Covid-19

Personalidades pedem reabertura controlada da economia

Personalidades pedem reabertura controlada da economia

Quase 170 figuras públicas juntaram-se num apelo pela reabertura controlada da economia. António Costa recebe economistas na terça-feira.

Com o país sob estado de emergência desde o dia 19 de março, um total de 167 personalidades enviaram uma carta a várias instâncias políticas a pedir a reativação da economia, mas com cautelas e sugestões, nomeadamente o uso generalizado e obrigatório da máscara.

O cenário está em cima da mesa, tanto assim que António Costa, um dos destinatários da referida missiva - juntamente com Marcelo Rebelo de Sousa e a Assembleia da República -, recebe amanhã economistas e representantes dos organismos portugueses que fazem previsões sobre a economia.

A saúde pública é o outro prato da balança. E, nesse contexto, para tomar uma decisão final sobre um eventual regresso total ou parcial ao trabalho, o primeiro-ministro terá de complementar a informação económica com dados dos especialistas em saúde pública que recolhe nos encontros semanais com o presidente da República, o presidente da Assembleia da República, os partidos políticos e os parceiros sociais.

Ora, a Organização Mundial de Saúde (OMS) prepara-se para emitir precisamente hoje uma série de recomendações aos países que pretendem retomar o curso normal das atividades económicas. No entanto, a OMS sublinhou, ontem, que o novo coronavírus é dez vezes mais letal do que o vírus responsável pela gripe A (H1N1), surgido no final de março de 2009 no México, pedindo precaução aos países que querem aliviar restrições. Áustria, Dinamarca, Noruega e República Checa estão a ponderar o fim das medidas mais severas de confinamento em meados de maio. Por outro lado, Singapura, apontado como exemplo pelos subscritores da carta, entrou, no último sábado, em "lockdown" após algum sucesso inicial.

Na carta enviada aos responsáveis políticos -assinada por um conjunto de profissionais de saúde, de gestores e empresários, entre eles os presidentes da Altice, da Vodafone e da Nos, assim como gestores ligados à indústria, à cultura e ao turismo - é recordado que é fundamental criar uma alternativa "a novos períodos de "lockdown" [fecho alargado das instituições], que se apresentam como um modelo cego e com impacto na economia de um país".

Os promotores da iniciativa são Miguel Pinto Luz, vice-presidente da Câmara de Cascais, Pedro Santa Clara, professor universitário, Miguel Lucas, presidente do fundo OxyCapital, e Manuel Rodrigues, professor do King´s College. O documento é assinado por 167 personalidades, designadamente o presidente da CIP, António Saraiva, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, e alguns ex-ministros dos Negócios Estrangeiros.

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