
Má Vontade
Pedro Correia
Chama-se Má Vontade, mas tudo aqui é feito com intenção. No centro histórico de Guimarães há uma porta aberta à comunidade, que é simultaneamente espaço de partilha, restaurante com uma carta despretensiosa e palco para artistas emergentes. Tudo com uma atitude descontraída.
Para Francisco Coelho, o Má Vontade foi, de várias formas, um regresso às origens. Depois de uma década a trabalhar no Algarve, o cozinheiro vimaranense voltou à cidade que o viu crescer, para dar vida ao seu segundo projeto em nome próprio - o primeiro foi o restaurante Cercle, em Tavira -, e o mais pessoal de todos, diz. "Eu costumo dizer que fiz este projeto para o eu de 16 anos, isto era realmente o que eu queria fazer. Quando vamos para a escola de hotelaria queremos seguir os caminhos das estrelas Michelin e acho que não tem de ser por aí. Não és só um bom cozinheiro se a Michelin te disser", comenta.
