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António Marçal: "Não posso ser obrigado a trabalhar e não ser pago por isso"

António Marçal: "Não posso ser obrigado a trabalhar e não ser pago por isso"

António Marçal, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, fala em mais de mil oficiais de Justiça em falta e lembra que máquinas não substituem profissionais.

Durante cerca de duas semanas, a "Caravana da Justiça" do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) visitou os tribunais de todo o país. Hoje, uma comitiva liderada por António Marçal entrega o balanço na Assembleia da República, a tempo das negociações do Orçamento do Estado e com um projeto recente do Governo para a revisão do Estatuto dos Funcionários da Justiça (EFJ), prometida desde 1999, em cima da mesa. A proposta não agrada, mas o dirigente sindical ainda acredita num acordo.

Que problemas encontraram ao fazer a "Caravana da Justiça"?
O que já estávamos à espera. Ou seja, um parque edificado a necessitar, em muitos locais, de obras de intervenção muito urgentes, principalmente a nível das coberturas. Alguns edifícios continuam a não cumprir as acessibilidades a que os edifícios públicos estão obrigados. E, cada vez mais, tribunais instalados em edifícios que não são condignos para o órgão de soberania tribunal e que não servem as funções: alguns não têm salas de testemunhas, nalguns juízos de família e menores não há sala para crianças. Muitos equipamentos estão desajustados das necessidades. Não falo só dos computadores: falo da falta de digitalizadores, impressoras, leitores de códigos de barras nas secções centrais.

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