
Pinto Moreira é arguido da "Operação Vórtex"
Foto: Pedro Granadeiro
O advogado de Joaquim Pinto Moreira, o antigo autarca de Espinho que foi acusado de corrupção em empreendimentos urbanísticos, pediu a absolvição do seu cliente, por considerar que, no julgamento, se verificou "uma ausência total de prova" dos crimes imputados.
Nas alegações finais do julgamento da Operação Vórtex, o advogado Fernando Bandeira assegurou que o Ministério Público baseou a acusação numa "inadequada interpretação das escutas", dizendo que Pinto Moreira "nem sequer participou" na maior parte das intersecções telefónicas.
O defensor do ex-autarca e antigo deputado do PSD também alegou que o empresário Francisco Pessegueiro, arguido que confessou parte dos crimes de corrupção, nunca entregou qualquer quantia monetária a Pinto Moreira. Garantiu ainda que este também nunca lhe pediu dinheiro, concluindo que a acusação "é baseada em mentira".
"Não há nenhuma escuta que mostre Pinto Moreira a pedir dinheiro ou Francisco Pessegueiro a oferecer dinheiro, ou que mostre Pinto Moreira a dizer que vai cometer qualquer ato ilegal", afirmou Fernando Bandeira.
Recorde-se que Pinto Moreira foi acusado de ter exigido ao empresário Francisco Pessegueiro 50 mil euros para facilitar projetos de construção em Espinho.
O processo Vórtex está relacionado com um alegado esquema de corrupção em projetos imobiliários de dezenas de milhões de euros, no concelho de Espinho e que terão favorecido os empresários Paulo Malafaia e Francisco Pessegueiro.
Além de Pinto Moreira, também Miguel Reis, ex-autarca de Espinho (PS) foi acusado pelo MP de corrupção. A acusação do Ministério Público diz que Pessegueiro entregou a Miguel Reis 60 mil euros em dinheiro e mobiliário no valor de 5740 euros para permitir decisões céleres e favoráveis nos processos urbanísticos da construtora Pessegueiro.
