Lidl vai ter de indemnizar funcionário que despediu por fumar droga no serviço

Lidl tem mais de oito mil colaboradores, distribuídos por mais de 280 lojas, sede (na foto) e quatro direções regionais e entrepostos
Foto: Lidl
Um operador de armazém do Lidl foi despedido, com justa causa, após ter fumado um cigarro, alegadamente com haxixe, numa pausa do trabalho. Mas o Tribunal da Relação de Évora decidiu agora que o trabalhador terá de ser indemnizado, porque a empresa não seguiu os procedimentos de deteção de substâncias psicotrópicas. Sem prova da composição do produto, o despedimento foi considerado ilícito.
O caso ocorreu a 30 de julho de 2024, pelas 16 horas, quando Tiago M., que prestava serviço num dos quatro entrepostos que a empresa tem no país, se dirigiu a um canto próprio para fumar, juntando haxixe ao cigarro, segundo se lê na nota de culpa da empresa. Confrontado por um diretor, o funcionário terá confirmado oralmente que estava a fumar droga, garantindo que a sua capacidade de trabalho não era afetada, mas negou que fosse haxixe, segundo o mesmo documento.

