Ministra reconhece "factos horríveis" na Esquadra do Rato, mas garante que as "instituições funcionaram"

Ministra Maria Lúcia Amaral no Parlamento
Foto: Miguel A. Lopes / Lusa
A ministra da Administração Interna afirmou, esta quinta-feira, que mantém confiança nas forças de segurança e nos mecanismos de controlo do Estado, após dois agentes da PSP terem sido acusados pelo Ministério Público de crimes de tortura, abuso de poder, violação, ofensas à integridade física, entre outros, contra "pessoas vulneráveis", no interior da Esquadra do Rato, mas não só.
Segundo Maria Lúcia Amaral, a resposta institucional ao caso demonstra que o sistema funcionou. "Podemos confiar nas nossas forças de segurança, não apenas pelas suas capacidades pessoais de evitar o pior, mas também porque temos instituições que controlam, que vigiam e que contribuem para impedir que o pior aconteça", declarou num debate setorial no plenário da Assembleia da República.
De acordo com as suas palavras, os factos mais "horríveis" ocorreram em outubro de 2024 (quando um sem-abrigo foi sodomizado com um bastão, tal como o JN noticiou), foram conhecidos pelo Comando Metropolitano de Lisboa em janeiro e fevereiro de 2025, comunicados ao Ministério Público em março do mesmo ano e, em julho, foram decretadas medidas de coação de prisão preventiva para dois dos principais suspeitos. "Em janeiro de 2026 conhecemos a dedução da acusação que conhecemos", acrescentou.
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Maria Lúcia Amaral frisou ainda que o desfecho do processo até ao momento lhe transmite tranquilidade. "As instituições funcionaram e é com isso que me sinto tranquila. Nós temos meios para impedir que o pior aconteça", concluiu.

