Polícia acusado de tortura disse que forçavam ciganos detidos a fazer sexo oral

Agente da PSP acusado de tortura disse que alguns ciganos detidos terão sido forçados a sexo oral na Esquadra do Bairro Alto, em Lisboa
Foto: Leonel de Castro / Arquivo
Depoimento de agente da PSP não foi confirmado por colegas. Ministério Público arquivou o caso, mas admite reabri-lo "caso venham a ser recolhidos novos elementos de prova". Procuradora diz que ausência de confirmação testemunhal "não permite concluir, por si só, pela inexistência dos factos".
Um dos dois agentes da PSP acusados de tortura e outros tratamentos cruéis contra pessoas "particularmente vulneráveis" relatou, num interrogatório complementar a que foi sujeito pela autoridade judiciária, que determinados indivíduos de etnia cigana teriam sido forçados à prática de sexo oral no interior da 3.ª Esquadra da PSP, no Bairro Alto, por polícias ali em funções. Na investigação destas declarações de Guilherme L., arguido que está em prisão preventiva em Évora desde julho, o Ministério Público (MP) ouviu outros dois agentes da PSP. Mas, segundo resumiu a procuradora do MP Felismina Franco, tais inquirições não permitiram confirmar "de forma minimamente consistente a ocorrência dos factos denunciados", pelo que não foram constituídos novos arguidos.

