Sportinguista que atacou portistas vai continuar preso. Uma juíza queria-o com pulseira eletrónica

Carro das vítimas ficou totalmente destruído
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O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu manter em prisão preventiva um jovem de 22 anos acusado de participar num ataque contra adeptos do F. C. Porto após um jogo de hóquei em patins, apesar de uma das três juízas ter defendido que o arguido deveria aguardar o processo em casa, com vigilância eletrónica.
No acórdão, datado de 5 de março, as desembargadoras Maria do Carmo Lourenço e Ana Paula Guedes negaram provimento ao recurso apresentado pela defesa de Leandro Pinto e consideraram que continuam a verificar-se os perigos de continuação da atividade criminosa e de perturbação grave da ordem e tranquilidade públicas. "Estes perigos são reais atenta a personalidade evidenciada pelo recorrente (e coarguidos) e as circunstâncias que rodearam a prática dos factos. (...) Impõe-se concluir que é de manter a medida de coação de prisão preventiva, por não se verificarem circunstâncias, quer de facto, quer de direito, que justifiquem a revogação ou a alteração da medida de coação", justificaram.

