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Operação Malapata

César Boaventura fica em prisão domiciliária

César Boaventura fica em prisão domiciliária

O empresário de futebol César Boaventura, detido pela Polícia Judiciária no âmbito da Operação Malapata, vai ficar em prisão domiciliária, decidiu, esta quinta-feira à noite, o juiz de instrução criminal, no TIC do Porto.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, o Ministério Público tinha proposto ao juiz de instrução criminal que o principal arguido, César Boaventura, fosse sujeito a uma medida privativa da liberdade. Boaventura, que não prestou declarações ao juiz, ainda vai recolher provisoriamente ao estabelecimento prisional de Custoias, onde permanecerá até haver condições na sua casa para a instalação do sistema de pulseira eletrónica. Os outros dois detidos no âmbito desta operação prestaram declarações e ficam em liberdade.

Boaventura é suspeito de ter movimentado de forma fraudulenta pelo menos 70 milhões de euros, em parte provenientes de transferências de jogadores do Benfica e do Sporting, através de contas estrangeiras e nacionais. Isso apesar dos clubes nunca terem pago comissões a César Boaventura, mas sim a outros empresários que terão feito chegar o dinheiro ao agente, de forma dissimulada.

César Boaventura, ontem detido pela Polícia Judiciária (PJ), não declara um cêntimo de rendimentos em Portugal há cerca de dez anos, apesar de ostentar carros, imóveis e viagens de luxo nas redes socais e aparecer na intermediação de transferências de jogadores. É suspeito de fraude fiscal, burla qualificada, falsificação informática e branqueamento.

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