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Mulher que denunciou Lava Jato detida em Portugal

Mulher que denunciou Lava Jato detida em Portugal

Rowles Magalhães Silva, amigo de João Loureiro, também foi detido na operação de combate ao tráfico de droga.

Nelma Kodama, uma das denunciantes do Lava Jato, esquema de lavagem de dinheiro e suborno de diversos políticos brasileiros, foi detida em Portugal, nesta terça-feira.

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Nelma Kodama, que só não cumpriu uma pena de 18 anos de cadeia devido a um indulto do então presidente do Brasil Michel Temer, foi apanhada num hotel de luxo, em Lisboa, no âmbito da operação internacional de combate ao tráfico de droga, levada a cabo nesta terça-feira.

Na operação "Descobrimento", que juntou a Polícia Federal brasileira à Polícia Judiciária, foi também detido Rowles Magalhães Silva. O empresário de jogadores, lobista e político brasileiro aproximou-se de João Loureiro quando este era presidente do Boavista. Rowles Magalhães Silva admitiu, inclusive, ser amigo de João Loureiro e confessou estar interessado na compra da OMNI, empresa proprietária do jato que escondia 500 quilos de cocaína.

Na ocasião em que a droga foi detetada na aeronave estacionada num aeródromo de Salvador, no Brasil, Rowles Magalhães Silva negou qualquer ligação com o narcotráfico. Mas, agora, a Polícia Federal avançou para a sua detenção quando o empresário estava na sua residência, em Cuiabá.

Denunciou subornos de políticos

Já Nelma Kodama foi surpreendida num hotel luxuoso da capital portuguesa. Foi na unidade hoteleira que a mulher ligada à lavagem de dinheiro foi detida por elementos da Polícia Federal, que se deslocaram propositadamente a Portugal.

Segundo o JN apurou, quer a Polícia Federal, quer a Polícia Judiciária consideram Nelma Kodama um "alto quadro" da organização criminosa dedicada ao tráfico de cocaína entre o Brasil e a Europa. Aliás, a suspeita, que também tinha a função de "lavar" os lucros do cartel, estaria em Portugal a organizar mais uma viagem criminosa.

Nelma Kodama foi detida em março de 2014, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando se preparava para fugir para Itália com 200 mil euros. Sete meses depois, Kodama foi condenada, no processo Lava Jato, a 18 anos de prisão por corrupção, evasão fiscal e organização criminosa.

Em agosto de 2019 foi libertada, na sequência de um indulto assinado pelo presidente brasileiro Michel Temer.

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