Investigação

PJ localiza na Bélgica quadro apreendido a Rendeiro

PJ localiza na Bélgica quadro apreendido a Rendeiro

A Polícia Judiciária localizou na Bélgica um quadro de um valor de mais de cem mil euros que fazia parte da coleção apreendida a João Rendeiro, no âmbito do processo em que o ex-banqueiro, atualmente a braços com um processo de extradição na África do Sul, foi condenado a dez anos de prisão.

De acordo com a PJ, a obra, intitulada PIASKI, do artista Frank Stella, encontrava-se em exposição numa galeria de arte em Bruxelas.

"A obra, apreendida à ordem de um processo no qual João Rendeiro se encontra condenado numa pena de 10 anos de prisão efetiva, pela prática dos crimes de fraude fiscal qualificada, abuso de confiança qualificado e branqueamento, tinha sido descaminhada e vendida em março de 2021, pelo valor de €106.250 USD (€126.274,99), através de uma leiloeira de Nova Iorque", adianta a PJ.

A localização e apreensão, pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ, contou com o apoio da sua congénere, a Polícia Federal Belga.

"Uma vez localizado o quadro em questão, mediante pedido de cooperação judiciária internacional, o Ministério Público, através do DCIAP, solicitou às autoridades belgas a formalização da sua apreensão, tendo esta Polícia Judiciária procedido à sua recolha", explica ainda a PJ

Rendeiro está atualmente preso numa cadeia da África do Sul, onde aguarda uma decisão sobre a extradição para Portugal. A decisão tem sido sucessivamente adiada pelo tribunal local.

PUB

Ainda esta sexta-feira, o antigo presidente do Banco Privado Português (BPP) João Rendeiro regressou ao tribunal de Verulam para o início do julgamento do processo de extradição para Portugal. A sessão continua no próximo dia 27 de janeiro, para "avaliação das provas P e Q", disse o juiz que presidiu à audiência esta sexta-feira, Johan Van Rooyen.

Em causa estaria o original de documento em português "com o selo danificado", considerada a "prova P", embora a tradução, em inglês, "prova Q", estivesse com o selo intacto, segundo o juiz.

O ex-presidente do Banco Privado Português (BPP) continuará detido na prisão de Westville, província de Westville, KwaZulu-Natal. No final de setembro, o ex-presidente do BPP foi condenado a três anos e seis meses de prisão efetiva, por ter burlado um embaixador que, em 2008, investiu, ao engano, 250 mil euros em obrigações de caixa subordinadas daquela instituição. Foi a sua terceira condenação por atos no banco, dissolvido em 2010.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG