Processo

PS salienta "respeito absoluto" pela presunção da inocência de Rui Moreira

PS salienta "respeito absoluto" pela presunção da inocência de Rui Moreira

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, manifestou hoje "respeito absoluto" pela presunção da inocência e direito à defesa do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e insurgiu-se contra "julgamentos na praça pública".

Esta posição foi transmitida pelo "número dois" da direção dos socialistas, também apontado como um possível candidato do PS à presidência da autarquia do Porto, na Rádio Renascença, no programa "Casa Comum", em que também participa o eurodeputado do PSD Paulo Rangel.

Na terça-feira, o Tribunal de Instrução do Porto decidiu levar a julgamento o autarca independente Rui Moreira no processo Selminho, onde é acusado de favorecer a imobiliária da família, da qual era sócio, em detrimento do município. "Sou contra julgamentos na praça publica. Confio nas instituições judiciais e no juízo que fazem em cada momento sobre factos em apreciação", declarou José Luís Carneiro depois de confrontado com este caso que envolve o presidente da Câmara do Porto.

O secretário-geral adjunto do PS definiu-se depois como "um defensor intransigente da presunção da inocência" e justificou: "Acho que o direito ao bom nome e à presunção da inocência devem presidir à forma como nos pronunciamos em relação a casos desta natureza. Mantenho a coerência com posições que tomei sobre outros casos. Este caso deverá merecer o nosso respeito absoluto pela presunção da inocência e direito à defesa que irá ser naturalmente exercitada por Rui Moreira", acentuou.

Interrogado se o independente Rui Moreira parte fragilizado do ponto de vista político para as próximas eleições autárquicas, José Luís Carneiro não deu a sua opinião e alegou que "só o povo do Porto é que pode avaliar. "É o povo quem dá e quem retira o poder", completou, rejeitando em seguida que esta situação com Rui Moreira altere a estratégia do PS relativamente â Câmara do Porto.

"De forma alguma, o PS tem desde há muito uma leitura política de como se deve posicionar relativamente à Câmara Municipal do Porto", argumentou.
No entanto, neste ponto, José Luís Carneiro fez também uma alusão crítica à estratégia seguida há alguns anos pelo seu partido no que respeita à Câmara do Porto, sobretudo quando admitiu abdicar de uma candidatura própria e procurou negociar uma integração nas listas de Rui Moreira.

PUB

O PS "já assumiu em tempo devido que, contrariamente ao que aconteceu em outros momentos, deveria ter uma candidatura forte e mobilizadora com uma visão distinta para o futuro da cidade", salientou o "número dois" da direção dos socialistas.

Questionado se admite candidatar-se à presidência da Câmara do Porto, José Luís Carneiro respondeu: "São assuntos que no seu tempo próprio, depois de definidas as orientações políticas globais [do PS] para o desenvolvimento do país e das comunidades locais". "No momento oportuno, o PS apresentará uma candidatura forte, mobilizadora, propondo-se ganhar a Câmara Municipal do Porto. O PS ainda não teve uma iniciativa de apresentação das suas candidaturas autárquicas. Temos um calendário político com prioridades", argumentou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG