Obras de arte

Rendeiro iliba mulher sobre obras de arte: "Era fiel depositária só de nome"

Rendeiro iliba mulher sobre obras de arte: "Era fiel depositária só de nome"

João Rendeiro, em fuga há dois meses, disse esta quinta-feira que a esposa, Maria de Jesus Rendeiro, "era fiel depositária só de nome" das obras de arte arrestadas.

Maria de Jesus Rendeiro está em prisão domiciliária desde a passada quinta-feira, 4 de novembro, por suspeita de crimes ligados às obras de arte do marido, nomeadamente crimes de descaminho, desobediência, branqueamento de capitais e de falsificação de documentos.

"Um advogado foi instruído para passar a guarda dos bens para meu nome. Fê-lo num processo, mas esqueceu-se de o fazer neste. A Maria ficou apenas como fiel depositária porque, na altura, eu estava no estrangeiro", disse João Rendeiro ao site "Sapo24".

O antigo presidente do Banco Privado Português (BPP) disse que, só "um erro de advogado" levou a que a esposa continuasse como a responsável das obras de arte. "O que quer que houvesse foi responsabilidade minha", disse, numa referência aos oito quadros da sua coleção alegadamente vendidos e substituídos por falsificações, no período de um ano.

Os quadros faziam parte das 124 obras de arte apreendidas pelo Estado, para garantir o pagamento de uma indemnização ao BPP.

João Rendeiro foi condenado, no final de setembro, a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por burla qualificada, estando foragido à Justiça e em parte incerta, há cerca de dois meses.

Maria de Jesus Rendeiro está em prisão domiciliária e com vigilância eletrónica, após ser detida no âmbito da operação "D'arte Asas". O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa considerou que pode existir perigo de fuga, perigo de perturbação do inquérito/investigação e perigo de continuação da atividade criminosa.

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