Calamidade pública

Ovar, uma cidade fechada com forças de segurança a controlar

Ovar, uma cidade fechada com forças de segurança a controlar

Ovar já tem um perímetro montado, em torno de todo o território. O concelho está cercado, ninguém entra nem sai, e o cerco já é visível.

Na Rua Cima de Vila, estrada que liga São Miguel do Souto, freguesia de Santa Maria da Feira, a Ovar, estavam dois agentes da PSP, com grades e um carro de patrulha a encerrar a rua, para controlarem as passagens.

As forças de segurança reuniram ainda antes da meia-noite de terça-feira para um briefing, para depois avançarem para os diferentes pontos de entrada no concelho de Ovar. PSP e GNR distribuíram-se pela sua área de influência e instalaram grades e carros de patrulha.

A situação de calamidade pública para o Município de Ovar foi declarada na terça-feira, depois de haver mais de 30 casos confirmados por infeção de Covid-19 no concelho e haver indícios de transmissão comunitária ativa e generalizada. O comércio está fechado, a indústria parada. Só os supermercados, farmácias e postos de combustível estarão abertos. Ovar está numa quarentena obrigatória até 2 de abril.

De acordo com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, a situação de cerca significa que os residentes no município estão impedidos de sair de Ovar, além de estarem limitados na circulação. E as entradas no concelho serão limitadas a "situações excecionais, profissionais de saúde, forças de segurança ou de socorro, abastecimento de supermercados e postos de combustíveis".

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Apenas estão assegurados serviços básicos, como hospitais, centros de saúde, farmácias, segurança, comunicações, água, energia e multibanco. O autarca Salvador Malheiro afirmou que o município está a viver um momento "crítico, histórico e caótico". "Há famílias inteiras com confirmações de infeção e a única maneira de travar o contágio é eliminar o contacto social", sublinhou Malheiro, que alertou que "os ovarenses têm que ficar em casa".

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