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Marco de Canaveses

Atleta de Felgueiras morreu após cair numa ravina

Atleta de Felgueiras morreu após cair numa ravina

Foi encontrado, esta terça-feira, o corpo do atleta amador de Trail de Felgueiras que estava desaparecido desde domingo no Marco de Canaveses.

O atleta de Felgueiras desaparecido desde o passado domingo na serra da Aboboreira, quando participava no Trail Rota das Capelas, em Soalhães, Marco de Canaveses, foi encontrado esta terça-feira sem vida, após ter caído de uma ravina de cinco metros, ao que tudo indica quando estaria desorientado.

O corpo de Marílio Leite, de 49 anos, foi descoberto cerca das 21 horas, no lugar de Telhe, por amigos da vítima, nas imediações de um pequeno agregado de habitações, "a cerca 700 metros" do local - Pedras Brancas - onde tinha sido avistado no trilho pela última vez no domingo, revelou ao JN o presidente da Junta de Freguesia de Soalhães, António Monteiro.

Segundo explicou ao JN Luís Alves, comandante do Destacamento Territorial da GNR de Amarante, "o atleta, presumivelmente desorientado, caiu de uma ravina com cerca de cinco metros e ficou a 150 metros de uma habitação".

"Dados os indícios, era um local muito pouco provável para ser encontrado. Houve varrimento da zona, mas havia poucos vestígios da queda", acrescentou o responsável pelas buscas.

Só a autópsia poderá desvendar as causas da morte, "mas aparentemente não parece haver indícios de crime, tendo a queda, ao que tudo indica, sido provocada por desorientação", afirmou Luís Alves.

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Dorsal com "chip" decisivo

A localização do corpo foi despoletada pelo dorsal de Marílio que momentos antes havia sido localizado através do sinal de um "chip". O "chip", com uma dinâmica semelhante aos alarmes que as lojas colocam nas peças, é usado no dorsal dos atletas para registar a passagem dos concorrentes pela meta e tem um alcance de 20 metros.

O recurso ao "chip" do dorsal já tinha sido testado durante o dia. Militares da GNR fizeram todo o percurso da prova com recetor do sinal, mas não foi detetada qualquer presença do "chip" que havia sido atribuído a Marílio. Também o relógio eletrónico que o então desaparecido usava na prova foi tentado, mas como não estava emparelhado com o telemóvel, não emitiu qualquer sinal.

A falta de pistas já tinha levado as autoridades a entregarem o caso à Investigação Criminal da GNR "para fazer uma leitura temporal de todos os passos dados pelo atleta", justificava Luís Alves, poucas horas antes de o corpo ter sido encontrado.

A ausência de pistas sobre o paradeiro de Marílio, atleta da equipa "Nós Acreditamos Run Team", de Felgueiras, estava a causar estranheza às autoridades, até porque não houve intervalo de tempo entre o desaparecimento e o início das buscas. "Houve um alerta cerca das 11.30 horas de domingo e rapidamente começaram os esforços, quer por parte da organização da prova, quer por parte dos amigos do atleta na sua procura, e depois a envolvência de meios foi crescendo". Daí que "todas as hipóteses" estivessem em cima da mesa", admitia, a meio da tarde, o comandante da GNR.

As operações de busca estiveram desde o passado domingo a ser feitas por 60 elementos, com o apoio de cães treinados para este tipo de operação. Paralelamente, grupos de voluntários de várias zonas do país fizeram batidas no terreno íngreme onde a vegetação é alta e farta e que a população local diz ser um covil de javalis.

Um atleta "experiente e bem preparado"

Casado e com dois filhos, comercial de profissão, Marílio era apontado pelos colegas como um atleta "experiente", "bem preparado" e uma pessoa ativa e sem problemas de saúde conhecidos. Juntou-se à equipa amadora "Nós Acreditamos Run Team", de Felgueiras, há cerca de 18 meses, mas já era praticante de desporto, sobretudo de "estrada", lembrava ao JN o presidente do grupo, Álvaro Cardoso, poucas horas antes de o corpo ter sido encontrado. "Temos 40 elementos que treinam por grupos dezenas de quilómetros, todos os domingos. Fazia treinos fantásticos, estava à vontade para este trail", testemunhava. Os colegas de equipa participaram nas buscas e lançaram apelos mostrando a última foto tirada em prova antes do desaparecimento.

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